sábado, 19 de maio de 2012

A principal prova da existência de Deus

Como pobres e tolos mortais, apegados ao espaço tempo e às verdades físicas e ao consumo por consequência desta abordagem materialista, fazemos perguntas como:

Quem criou Deus ?
Onde estava Deus antes de todas as coisas aparecerem ?
Por que Deus não se mostra para nós ?
Por que alguns nascem ricos e outros pobres ?

A dependência ao espaço e ao tempo

Desde os primeiros momentos de vida, nossa referência é o material. O sentido mais valorizado e que mais trabalha desde os primeiros "flashes" que tiramos do mundo é o da visão. O enganoso, pois os mágicos mostram o quanto este sentido nos tapeia.

Quer ver como esta dependência ESTRAGA os nossos sentidos espirituais ?  Retorne às perguntas e veja a segunda:

Onde estava Deus antes de todas as coisas aparecerem ?

O advérbio de "interrogação de localidade" ONDE é uma ferramenta para se questionar em que lugar do espaço determinada coisa está. Em sua razão, você acha que podemos perguntar onde o CRIADOR estava, está ou estará ? Este é o tipo de pergunta para objetos e coisas. Para um ser espiritual isto não se aplica.

Mas como dependentes do espaço e tempo, cometemos a tolice ignominiosa de blasfemar contra as fronteiras do físico e do espiritual.

PARADOXO DO ESPAÇO/TEMPO

Não estar em lugar físico nenhum é a prerrogativa de Deus para poder estar em todos os lugares ao mesmo tempo.

Compreendeu ?

Então, nesta primeira etapa, em termos físicos como quer o humano apegado, a divindade pode estar somente no TEMPO.

Ótimo, acabamos de suprimir uma dimensão mortal de Deus. Na segunda etapa, agora, prepare-se, pois vamos tirar a divindade do TEMPO.

Imagine você controlando um jogo de computador. Um bom exemplo do que queremos são aqueles jogos em que você constrói cidades e vai explorando recursos e fazendo pessoas aparecerem para gerir estes recursos, fazendo a cidade crescer.

Em determinado momento, a cidade está crescendo em um ritmo em que os recursos não estão sendo suficientes, e você dá uma pausa no jogo. Nesta situação, você é uma divindade sobre o jogo. Você faz algumas contas e verifica que tem que fazer algumas mudanças.

Deus faz algo parecido, pois Ele está FORA DO TEMPO. Você, homem tolo, que acha que sabe tudo, pensa que, por estar PRESO ao tempo, Deus também precisa estar. Não. Ele controla a história Universal de fora do TEMPO. Nós somos prisioneiros do tempo, mas Ele não.

Portanto, tirando a divindade do espaço/tempo, cessa o argumento de que Ele é uma ENERGIA, pois esta é a manifestação de fenômenos dentro da "prisão" do espaço/tempo. Deus tem atributos de PESSOA.

E a prova da existência de Deus ?

No novo testamento, o cronista João inicia seu livro com a prova:

João 1:1
No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. 

Pronto.


Mas como assim ? O que isto quer dizer ?


Queremos então dizer que:


Só de proferir Palavras (o Verbo) estamos exprimindo a natureza de Deus que foi colocado só em nós seres humanos: o ato de Falar, de nós expressarmos, ou seja, de ultrapassar os limites do SÓ FAZER. E o Verbo de Deus é superior ao nosso falar, pois ao fazer isto, Ele PROVOCA A VINDA À EXISTÊNCIA daquilo em que Ele pensou ao falar.


A fala e a recuperação de pessoas


A psicologia, que surgiu para recuperar as pessoa, se baseia no princípio do Verbo. O paciente vai falando de si, e assim vai se curando, claro que acompanhado pelas intervenções do terapeuta, também através do princípio do Verbo.


Neste nosso mês de maio, após anos e anos de existência e aplicação da psicologia, um estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) comprovou que falar de si ativa no cérebro a região associada ao prazer produzido por comida, sexo e dinheiro. Interessante, não. O simples falar de si mesmo já gera prazer e, no final, a cura.


Super-heróis e Deus


Quando criança, desejamos ser como os super-heróis. Adoramos ver os filmes de Super-Homem, Lanterna Verde, o Demolidor, os Quatro Fantásticos, Hulk e outros, pois dentro de nós RESIDE UM GRANDE PODER ESPIRITUAL, que não se realizou devido à nossa incredulidade. Deus, em sua Palavra, disse que com um pouco de fé somos capazes de dizer a uma montanha para se mover de um lugar para outro.


Conclusão


A Palavra, o Verbo, o diálogo, a ordem, são provas da existência de Deus, mais do que a cura de doenças, mais do que efeitos pirotécnicos de luz, mais do que o raio, mais do que a chuva, terremotos ou furacões. Do outro lado da moeda, avalie os efeitos de uma mentira, que é o uso errado do Verbo.







terça-feira, 8 de maio de 2012

Natureza de Deus - I - Misericórdia

Um dos livros que mais fala sobre a Natureza de Deus (Santo é) é o livro de Êxodo.

Deus é como uma pessoa E mais do que uma pessoa. E colocou neste indivíduo pessoal um reflexo ( "à Sua imagem e semelhança") de seu conteúdo Divino, em quantidade suficiente para não destruir este indivíduo caso faça uma escolha errada. Isto é um pouco do que vamos ter como significado da Misericórdia de Deus (Santo é).

Em Êxodo capítulo 33 versículo 19 é dita uma frase, ou Estatuto, que é uma definição do modo como Deus trata da Misericórdia:

"Terei misericórdia de quem Eu tiver misericórdia, e me compadecerei de quem me compadecer."

Como Deus, Ele faz o que quer. Dão a este tipo de frase o caráter de senso de Tirania. E geralmente quem classifica este modo de pensar como tirano é o tipo de pessoa que mais gosta de FAZER AS COISAS DO SEU JEITO, os "eu me basto", os que tem sua própria verdade e que não gostam que o outro as tenha.

Deus (Santo é) não tem que dar satisfação a ninguém, a não ser à sua própria PALAVRA (vocês sabem Quem se fez carne do Verbo). Ele é o Primeiro, coisa que nossa lógica mecanicista e burra não consegue compreender. Ele PODE fazer o que quiser. Ele é o "dono da bola", o "manda chuva" (e realmente Ele manda para a terra a chuva), Soberano, Rei dos Reis.

Você que é Pai na sua casa não manda e que que seja feito ? "Hein", responda. Você quer ter autoridade sobre seus filhos, mas não aceita que Deus seja autoridade ! Então, se não aceita as coisas assim, nunca mais dê uma ordem a seus filhos, pois maldito é você que, querendo ou não, veio de Deus.

Mas Ele é paciente

Indivíduos ansiosos de nossa atualidade, Deus (Santo é) completa em Êxodo 34 versos 6 e 7:

"Deus misericordioso e compassivo, tardio em irar-se e grande em beneficiência e verdade, que usa de beneficiência com milhares,  que perdoa a iniquidade, a rebeldia e o pecado. ..."

Nós costumamos reclamar:

"Nossa, o sujeito (ou a sujeita) é ruim e não acontece nada como ele (ou ela)."

Creio que Deus olha um ato mau de uma pessoa má e diz várias e várias vezes após estes atos:

"Vou dar uma outra chance prá ele (ou ela)."

Até maridos traídos pelas mulheres e mulheres traídas pelos maridos, seres humanos apenas, perdoam quem que, vivendo ao seu lado, os traíram, uma ou mais vezes. Se o ínfimo e desprezível ser humano o faz, Deus, Santo, poderoso, dono de tudo, muito mais.

Mas lembre-se, Ele é justo, e quando se cansar, após as várias e várias chances, de perdoar este perverso que persiste no mal e na perversidade, Seu braço vai cair igual a um pesado ferro cortante sobre o indivíduo em questão.

Ele (Santo é) é tardio em irar-se, mas podemos ver a potência de sua ira, como "Senhor dos fenômenos e dos elementos" em episódios como os de Sodoma e Gomorra, cidades de gente perversa, como também Pompéia e Herculano, igualmente sensuais e perversas, e cuja destruição os livros de história erroneamente não citam que foi um ato resultante da ira de Deus.

Beneficiência

Deus (Santo é) é tão beneficiente com criaturas duras, perversas e más como os homens, que dá filhos até aos mais desprezíveis, homicidas, ladrões e perversos. Tem gente por aí que, ao nosso ver, e ao nosso modo de pensar, não merecia filhos (bençãos) de jeito nenhum.

Verdade

Deus é verdadeiro e fiel à sua Palavra, tanto que não destruiu a humanidade por completo, após tantas e tantas, repetidas e repetidas maldades que o homem tem cometido ao longo da história.

E ponto final.




sábado, 5 de maio de 2012

Jejuns e a exploração nas igrejas pentecostais

Já falamos sobre a exploração nas igrejas, mas existem aspectos mais profundos que devem ser denunciados.

Como toda instituição, a igreja acaba se tornando cada vez mais hierárquica, e começa a surgir a política. Surgem as PROMOÇÕES. E as promoções são feitas por abordagens subjetivas do líder e por politicagem. O líder gosta mais de um do que de outro. E nestas promoções entram também os JEJUNS.

Como é que isto ocorre ?

Para não encompridar muito o discurso, basta dizer que indivíduos mais fortes ou gordos não recebem promoção. É bem simples a explicação. Se o pastor não jejua, é porque está na boa vida. Esta associação grosseira não corresponde a verdades da palavra de Deus.

O jejum

Um jejum ao acordar, em que você se compromete a ficar de 30 minutos a uma hora, por exemplo, em oração e meditação sobre Deus é um jejum inteiramente LÍCITO. Neste espaço de tempo você vai orar por um amigo, um parente, um vizinho.

Mas parece que nas igrejas pentecostais é dado valor ao jejum de no mínimo 6 horas. Até para jejum existe limite. Um estômago vazio, cientificamente, começa a liberar gases de odor característico devido ao ataque de ácido clorídrico sobre a parede estomacal. O corpo pede comida. Efeitos colaterais do jejum são conhecidos: tonteira, stress, pertubações visuais e outros.

A Bíblia nunca falou sobre o tempo de jejum e deixou claro que existem os comedores de carne e também os de legumes. Cada um faz o jejum de acordo com sua condição física. E não é só o forte que pode fazer jejum. Um indivíduo de aparência corpulenta pode ser acometido de hipoglicemia (falta de açúcar) tanto quanto um magro. Depende do indivíduo.

Portanto, se você está esperando PROMOÇÃO dentro de uma igreja a base de jejum, lembre-se que também o aspecto externo é fonte de vaidade, até quando o aspecto é ruim. Lembrem-se de Jesus atacando os judeus hipócritras, que gostavam de aparecer de olheiras e de semblante caído, para provar que estavam em penitência.

O obreiro é digno do seu salário

E agora mais uma perversidade que grassa nas igrejas evangélicas: os salários. Novamente entra o aspecto política e subjetividade. Amigos e preferidos do bispo ou pastor líder recebem bons salários e um percentual do dízimo. Obreiros NÃO RECEBEM NADA, em claro ferimento das leis de Deus: "não se ata a boca do boi que debulha", tática que era usada nos bois para que não comessem o cereal que pisavam no moinho. O salário inicial de um pastor é de R$ 200,00. O que se faz com isto ? É caso para a justiça. A igreja como instituição que quer se tornar TEM QUE PAGAR SALÁRIO, pois prega que se deve dar o dízimo. Pois que seja conforme a sua própria justiça. E não adianta justificar com frases como "mas a pessoa concordou quando entrou". Frases de pastores não estão acima da lei de Deus e ponto final.

E aconselho também que os pastores que se sentirem acuados por estes mecanismos perversos de promoção DENUNCIEM ao ministério público e redes de rádio e TV se isto acontecer com eles ou com colegas próximos.

Acabou a moleza. Se a igreja quer se institucionalizar e ser respeitada, gozando de isenção de impostos, vai ter que entrar na Lei de Deus e na lei dos homens.

domingo, 4 de março de 2012

Consagração de Sacerdotes - O Lado direito

Não se trata de preconceitos ou tabus, a tradição da mão "certa" para a escrita ser a direita vem de longa data, originando-se de rituais antigos e chegando até nós filtrado e obscurecido pelas mentes supersticiosas daqueles que, por falta de interesse e instinto pesquisador, transmitiram estes conhecimentos deturpados.

O livro do Êxodo

O livro do Êxodo trata da enorme celeuma que foi a saída dos hebreus (habiru - não eram ainda israelitas) do Egito após um longo período de opressão. Após esta saída com drama de fuga, foi preciso Moisés estabelecer os rituais que iriam pautar a caminhada de 40 anos, e se projetar até tempos bem mais a frente. Cabe dizer aqui que um grupo humano que quer ser denominado NAÇÃO, tem que ter rituais, sem o que a sua cultura se perde. Nós mesmos temos rituais de nossa vida diária, que mantém a nossa psiquê no lugar.

A família de Arão

Moisés, como líder, nunca se abrogou o status de sacerdote, até porque tinha dificuldades para falar (língua pesada). Então ele tomou seu irmão Arão e o fez sacerdote. Arão tinha 4 filhos: Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar.

Os sacrifícios de consagração dos sacerdotes

O princípio básico dos rituais religiosos da nação dos hebreus era o sacrifício dos animais. Parece que é uma coisa primitiva, mas ao homem se ensinou, desde tempos remotos (desde Adão), que o homem comete pecados (pois existe certo e errado, ao contrário do que crêem relativistas e ateus) e que estes precisam ser remidos. Ora, e mesmo que não se creia em pecado, o homem sempre esteve criando leis. Se as criou, é porque percebeu que existe um ERRADO que precisa ter seus efeitos deletérios corrigidos por uma providência que COMPENSE estes efeitos.

Vamos analisar a mente de um homem que não acredita que existe o ERRADO. Este homem empresta dinheiro ao vizinho. O vizinho lhe diz que pagará no fim do mês. Mas chega o fim do mês, e este vizinho não lhe paga. O homem vai até a casa do vizinho, e este lhe diz que não vai pagar. Então o homem argumenta bastante com o devedor, mas não adianta, até que perde a paciência e lhe diz:

-  Você pediu emprestado, determinamos um prazo para você me devolver, e agora não quer me pagar.Isto está ERRADO.

O que é isto ? Aquele homem que não achava que existia CERTO e ERRADO, agora invoca este conceito por que lhe interessa no momento ? Tem ele, agora, uma idéia de justiça ? Interessante, não.

Assim são os ateus e descrentes. Um conceito só lhe serve quando interessa.

O sacrifício

O livro do Êxodo (29:1-28) dá as seguintes instruções:

Os animais do sacrifício são: Um Touro e 2 carneiros.

O Touro é a FORÇA, o poder (chifres) e os carneiros são símbolos da submissão e da remissão de pecados. Lembre-se de que Jesus foi/é comparado a um cordeiro, animal manso, submisso ao pastor, e não ao Touro, símbolo da força que beira a auto-suficiência, poder de destruição.

O sacrifício do Touro

No altar eram queimadas as seguintes partes: a gordura que cobre os miúdos, a melhor parte do fígado, os dois rins e a gordura que os cobre. Curiosamente, eles escolhiam as partes que correspondem à reserva de energia do ser humano (gordura), e os filtros do corpo humano ( fígado e rins ). Para tirar os pecados eram oferecidas partes que servem à finalidades menos nobres no corpo (embora necessárias) como carne, couro e tripas.

Antes de ser morto e queimado, o sacerdote e os filhos colocavam a mão sobre a cabeça do animal.

O primeiro Carneiro

O sangue do carneiro (para eles o que correspondia à essência da alma) era aspergido no altar. Antes da crucificação de Jesus, os açoites, considerados uma forma brutal de castigo, destinado somente a machucar, foram perpetrados com a única e exclusiva finalidade de cumprir esta parte do ritual de retirada dos pecados. Ou seja, os açoites eram a única forma de fazer com que o altar de sacrifício (a cruz) ficasse manchado pelo sangue que escorria das costas de Jesus ( e realmente os açoites eram aplicados nesta parte do corpo).

O segundo Carneiro

O sangue deste segundo carneiro era aspergido na orelha direita, no dedo polegar da mão direita e também do pé direito. Depois era borrifado sobre o altar. Misturado ao azeite, o sangue também era aspergido sobre a pessoa e sobre as roupas de Arão e de seus filhos.

Deste eram retirados a gordura, o rabo, a gordura dos miúdos, a melhor parte do fígado, os dois rins com a sua gordura e a coxa direita. O peito e a coxa direita deste carneiro pertencia aos sacerdotes.

Deste modo de ritual veio o tabu sobre ser a mão direita a correta para se ter o jeito e a força, além de ser a mão da escrita. O costume foi sendo passado corrompido em sua significação e finalidade, até chegar à geração dos nossos pais, fazendo grande parte deles corrigir, com brutalidade, a mão dominante das atividades diárias de seus filhos.




quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

santos, beatos e apego - Religiosidade Cultural

É triste o excessivo apego das pessoas às suas crenças viciadas, a cabeça dura e a interrupção de seu amadurecimento.

O apego é um traço doentio de formação da personalidade. O caráter ainda pode salvar a personalidade, se for bem construído.

Mas do que estamos falando ? Em primeiro lugar daquelas pessoas que, mesmo após anos, encontramos e estão exatamente do mesmo jeito, falando das mesmas coisas (geralmente do passado), fazendo as mesmas brincadeiras e com as mesmas convicções de vida. E em segundo lugar, das PESSOAS QUE NÃO LARGAM SEUS MAUS CAMINHOS.

Que maus caminhos são estes ?

Dívidas - A pessoa foi e continua consumista, cada vez mais enrolada em dívidas de cartão de crédito, agiotas e financiamentos que nunca acabam;

Vícios - A pessoa fumava, falava que ia parar, e até hoje fuma. Comia, falava que ia se controlar, e hoje está ainda mais gorda;

Preguiça - A pessoa era escorada, falava que ia tomar jeito, estudar e trabalhar. Hoje continua escorada seja no pai ou mãe, seja na esposa, seja no marido;

Religiosidade - A pessoa ia em terreiro, pedir coisas para si mesma. Hoje continua indo, ou se tornou pai de santo (que é um meio de ganhar dinheiro), ou continua colecionando santos de barro ou gesso. Para cada coisa tem um santo (para causas perdidas, para problemas de vista, um padroeiro de motorista, outro dos pedreiros, outro das coisas que perdeu), como a pessoa que tem um comprimido para cada mal: dor de cabeça, dor de rins, vista cansada, dores musculares, dor de estômago.

O problema da religiosidade no Brasil é uma coisa medonha, e que chega até o nosso PIB (Produto Interno Bruto), pois a ênfase de nossas igrejas, argumentando que Jesus era um pobre filho de carpinteiro, metem na cabeça da pessoa que ela não pode enriquecer, pois é difícil um rico entrar no reino dos céus.

Choca a nós, pessoas que querem enxergar longe, que querem o progresso e o fim da miséria, ver pessoas humildes ou cultas, fazerem filas para beijar o pé das imagens. Choca ouvir que um é devoto de São Isto, o outro é devoto de São Aquilo e o terceiro de Santa Aquela. O que é isto ? Torcidas para santos. Deus é um. Devemos ser devotos de um e único Deus.

O pior

O pior, e que mostra à pessoa apegada o quão boba que ela foi a vida inteira, é, no leito de morte, a pessoa olhar para os santos de gesso que estão em seu quarto e perceber que ela vai morrer, mas aquele santinho que ela acreditou que podia salvar a sua vida (na sua cabeça infantil) vai continuar em cima de um móvel na casa de uma outra pessoa ingênua.

O remédio

A cura para este apego, que leva a pessoa ao buraco fundo, é ouvir que
  DEUS É ESPÍRITO,
 e que não se relaciona a nada material, feito pela mão do homem, à imagem de um outro humano. Santos são apenas humanos, que se dedicaram mais aos outros, mas não passam de humanos com as mesmas tendências para o bem ou para o mal, com vontades, desejos, fraquezas e forças. Nada mais que isto.


domingo, 11 de dezembro de 2011

Por que os egípcios perseguiram os Israelitas no Êxodo

Os leitores e "releitores" da Bíblia já estão saturados de saber que os egípcios estavam completamente cansados das destruições causadas pelas pragas enviadas por Deus por intermédio de Moisés. O país teve suas colheitas destruídas e a ordem ecológica foi fortemente desequilibrada. O povo convalescia do ataque dos piolhos e de furúnculos.

Portanto, eles estavam loucos para ficar livres dos Israelitas. Aproveitando-se do clima de confusão mental e dos desgostos do povo egípcio, Moisés, sabedor de que iria precisar de recursos financeiros para a longa viagem que iria fazer com o numeroso povo, além dos metais para os utensílios que seriam usados nos futuros rituais, espalhou a ordem para que os Israelitas pedissem presentes aos egípcios. Talvez isto TAMBÉM fizesse parte de uma tradição egípcia de despedir os hóspedes com presentes (Êxodo 11:2 e Êxodo 12:35).

Os egípcios também deram os presentes pelo respeito e temor a Moisés, por ser ele o mensageiro das pragas (Êxodo 11:3).

E este fato, o de os Israelitas estarem saindo com muitos bens, além de seus bois e de suas cabras, não deve ter escapado do Faraó e de seus "comparsas". Todo detentor de um alto cargo político ou militar está sempre cercado de "abutres", verdadeiras aves de rapina de olho em DINHEIRO. Segundo o que disse Jesus, "o amor às riquezas é a raiz de todos os males", os capitães do Faraó devem ter chamado a sua atenção para o fato de que os Israelitas estavam levando muitas riquezas do Egito, e que ele, o Faraó, poderia se apoderar daquilo tudo, como o produto de uma coleta de impostos "fora de época". Seria um enorme lucro. E provavelmente os seus capitães poderiam se apropriar de uma parte como prêmio.

Então, mesmo saturado do pernicioso e insistente Moisés, o Faraó foi estimulado pelo pensamento de adquirir as riquezas que estavam levadas a perseguir os Israelitas. Mas e a sua palavra de que os Israelitas poderiam ir embora ? Ora, o indivíduo cego pelo desejo de RIQUEZAS não pensa na palavra dada, não tem honra, e tampouco vai honrar a sua palavra.

Por isto o Faraó e seus capitães foram atrás dos Israelitas.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Pão sem fermento - A saída do Egito

O pão sem fermento está no contexto da saída dos Israelitas do Egito. Os Israelitas eram uma nação sem território. A terra do Egito era uma terra estranha para os Israelitas. Uma terra pagã, de gente supersticiosa e infantil na fé. Adoravam animais (diversos), tinham vários deuses e eram escravocratas.

Portanto, o cenário era o ESTAR SAINDO. Eles não estavam fugindo, mas Deus os tirou. Falando assim, afirma-se o poder de Deus, e não se aceita teses estapafúrdias de que:


  • Eles foram saindo aos poucos;
  • Eles foram expulsos pelos egípcios;


Deus os tirou, pois tinha jurado aos seus antepassados que isto aconteceria, é o PONTO PRINCIPAL. O novo contexto, ou seja, a nova morada dos Israelitas seria a hoje denominada Palestina. Esta nova terra apresentava uma série de povos desunidos, como os indígenas foram encontrados aqui no Brasil. Povos que moravam em cidades fortificadas e que lutavam entre si, não em busca de conquista, mas por puro INSTINTO BÉLICO.

Em outras palavras, a nação Israelita não nasceu para povoar o Egito, mas para povoar a região hoje denominada Palestina, uma terra boa e rica, de onde eles saberiam extrair a riqueza.

Os egípcios presenteavam quem ia embora, principalmente no caso dos Israelitas, que haviam provocado o envio das DEZ PRAGAS por parte de Deus. Portanto, não houve saída aos poucos. Os egípcios perseguiram os Israelitas, portanto não houve expulsão.

Ritual de comemoração

Como lembrança permanente do importante acontecimento de saída do Egito (protótipo da Salvação), todo ano, no mes de Abibe, os Israelitas deveriam comer Pão sem Fermento e contar aos seus filhos o que habia ocorrido.

E junto a este ato de contar (narrar) aos filhos a história desta salvação ocorrida no Êxodo. O Israelita devia adquirir o hábito de recitar e estudar a lei de Deus, junto com a narração dos fatos ocorridos na saída do Egito.

O significado do Ritual é INCORPORAR um SÍMBOLO não concreto como um totem, um amuleto, e sim um FATO SÍMBOLO, expresso num ritual com detalhes que ajudam a memorizar e concretizar um fato.

O pão sem fermento

O pão sem fermento simboliza as almas que saíram desapegadas dos valores materialistas e animistas do povo egípcio. Mas, pelo que se pode observar, muitas almas saíram "fermentadas", ou seja, apegadas aos valores egípcios, pois não tinham o Espirito verdadeiramente.

Aspectos acessórios

O Egito, ao fim das dez pragas, estava arruinado. Quem sobreviveu teve que conviver com a perda dos filhos mais velhos, com a falta de comida, e com um país vulnerável, pois quase a totalidade da elite de seus combatentes foi dizimada pelo Mar Vermelho.