domingo, 21 de outubro de 2012

Por que o faraó recebeu Moisés tantas vezes ?

Transporte você mesmo, corpo e mente para aqueles tempos imemoriais do Egito. Tempos de um Rei que, sendo o sumo-sacerdote do culto aos deuses, acreditou ser ele mesmo um deus.

Um homem que acredita ser um deus não recebe qualquer num. Anda distante de seus súditos, preocupando-se com eles somente quando a segurança e a ordem de seu Reino está em perigo. E entre seus súditos estavam os escravos. Achando indigno demais conseguir seus objetivos pelo esforço de suas próprias mãos, este semideus precisava do braço dos escravos. ATÉ O DIABO USA OS BRAÇOS HUMANOS para atingir os seus objetivos (matar, roubar, destruir). Assim era o Faraó ( mo "casa-grande"), com a diferença para o diabo no aspecto de que não queria destruir, pois queria que seu legado continuasse até o futuro mais longínquo possível.

Então, prosseguindo, o Faraó precisava dos braços dos escravos. Ele podia forçá-los ao máximo, MAS NÃO PODIA QUEBRÁ-LOS, não de todos os escravos de uma vez só. Castigos só eram usados para dar exemplos. E pelo que vimos dos encontros com Moisés, a quem a turba delegou poder, de uma forma ou de outra, o Faraó se viu OBRIGADO A NEGOCIAR.

E por que se viu obrigado a negociar com este Moisés?

Os hebreus estavam construindo suas cidades, e Moisés se apresentava como um líder. Mas foi só isto ? Não. Moisés tinha instrução para argumentar, e o fazia em nome de um deus, pela visão do Faraó, e do DEUS único pela visão dos hebreus. Pelos fatos históricos, Moisés foi educado na corte egípcia, até porque a forma do culto, os paramentos sacerdotais e os acessórios de culto (a arca lembrando a arca de Amom, as vestes de linho, a fixação de ouro utilizado nos objetos) provam uma absorção, bem como a diretriz de se evitar o uso de traços rituais que pudessem comprometer a saúde dos hebreus. Moisés conhecia tanto o significado como os acessórios rituais dos Egípcios.

Como então autoridade nos usos religiosos dos egípcios, os sacerdotes não poderiam entrar em combate verbal com Moisés. Fosse um qualquer, não instruído na civilização egípcia, ouviria toda hora interjeições como:

Você sabe por que fazemos deste jeito ?

O status dos escravos

Conhecedor das leis egípcias, Moisés podia levantar questões acerca do tratamento dado aos escravos. Os hebreus não foram escravizados sob o status de "prisioneiros de guerra". Eles foram escravizados sendo uma etnia que residia por muitos anos sob a benção de um Rei semita. O tratamento dado a eles não podia ser de prisioneiros de guerra.

O status dos escravos hebreus era de servos do estado, e não servos de senhores em particular. Eles podiam ser severamente castigados, mas não mortos, pois morto não trabalha. E, ao que parece, os castigos exagerados não eram frequentes, pois se o fossem, Moisés já estaria habituado, e aceitaria naturalmente, e não teria matado o egípcio que feria a um seu irmão.

Mas na época de Moisés, o número excessivo dos hebreus preocupou o Rei. Talvez até matar escravos tivesse sido permitido. Neste ponto é interessante ter em mente que os escravos eram caros no Egito. Temos o dado de um escravo vendido a 20 unidades de prata (13.6g x 20 = 272 g) documentado na  stela of Sheshonq. Agora pense, se um escravo valia tanto, você acha que o seu Senhor o mataria ?

Os hebreus não eram uma coleção de escravos à venda. Era respeitada a sua condição de nação, senão o Faraó os teria vendido, auferindo desta venda enorme quantidade de prata. Talvez, se o fizesse, arranjaria uma disputa com os povos semitas ao redor, pois até hoje guardam conceitos de tribos familiares. Ao redor residiam os remanescentes dos hicsos, edomitas, nabateus e tantos outros. Uma tentativa de "Progrom" teria  como consequência a guerra.

O fato

Bem, o próprio fato de receber Moisés, razão do que estamos procurando, já prova que os hebreus não eram uma coleção de escravos, pois do contrário Moisés seria escorraçado da presença do Faraó a pauladas e chibata.  

Conclusão

O Faraó recebeu Moisés por ele ser realmente um representante reconhecido de um povo que não era exatamente uma horda de escravos.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Se o diabo não existe, por que existe o mal ?

Diz uma frase antiga que:

"A maior proeza do diabo foi convencer as pessoas de que ele não existe"

Grande número de pessoas tem esta crença, de que não existe um diabo, nem demônios. A culpa de todos os atos maus do homem seria do próprio homem.

O bem e o mal

Espelho da dualidade física do homem, bem e mal são pratos de uma única balança. A natureza nos fez duais porque o maior princípio que rege seu comportamento é também dual.

Mas a aceitação deste princípio implica em ferir as susceptibilidades dos ateus. Crendo no mal, e obedecendo ao princípio dual, Deus teria que existir. E os ateus não querem aceitá-lo. Solução encontrada: falar que o diabo não existe. Simples e bem infantil.

As coisas que teimam em dar errado

Saindo do terreno das raízes lógicas, vamos às experiências repetidas do mundo. Temos doenças, acidentes, desastres, terremotos, desabamentos, etc. Citamos os males, para apontar as falhas. As falhas deveriam ser a exceção, já que concebemos nossas idéias para dar certo, e não ERRADO. Quem é que imagina um projeto com o horizonte do mesmo dar ERRADO ? Só um louco. Na teoria, em nossa mente, tudo da CERTO.

Uma vez colocando a teoria na prática (no mundo REAL, o mundo das EXISTÊNCIAS) é que vemos aparecer o ERRADO, ou seja, o MAL.

E, analisando os resultados encontrados em tudo o que o homem faz, o ERRO surge logo, e muito esforço é dispendido em sua correção.

O mundo teórico e o mundo físico

Então, no mundo das teorias, das idéias, tudo dá CERTO. O mundo das teorias parece um "mundo espiritual", onde tudo é sutil, tudo se encaixa. Mas colocou a ideia no mundo físico, os ERROS surgem. Você pensa em comprar o carro. Na sua cabeça você vai viajar daqui até os pontos distantes de seu continente. E você o compra. Coloca na garagem, todo feliz. No dia seguinte, vê gotas de óleo, e constata que são do seu carro.

O mundo físico é um mundo da "realização sob leis estritas de interação fora do pensamento". Para se ver como isto é sério, até o pistoleiro, que concebe o plano para matar alguém, ou seja, praticar o mal, chega na hora, e algo dá ERRADO.

Contradição ? Veja bem. Estamos tentando provar que o Mal prevalece. Alguém pensa (terreno teórico) em fazer um Mal, e falha, ou seja, ocorre o Bem !?

Não existe contradição, pois a teoria é que deu ERRADA, como afirmamos no início. A teoria, pensamento do homem na concepção, tem sempre a tendência de dar ERRADO, pois o intuito do Mal é ridicularizar, escarnecer e destruir os planos do homem em teoria, rompendo a cadeia de coerência PENSADO e REALIZADO.

O prejuízo nos negócios humanos é a prova disto. A tendência é a empresa fechar o balanço no vermelho. E então alguém diz: "é, mas a empresa tal sempre tem lucro". A Receita Federal, Estadual ou Municipal, se examinar as contas deste aí, vai encontrar sonegação, roubo, caixa 2, etc.

E sonegação, roubo e caixa 2 faz parte do ERRADO. Mas uma vez constatados estes atos, a concepção deste empresários, que pretendiam se dar bem (em teoria) dá ERRADO, pois são descobertos.

E a existência do diabo ?

Esta transição do PENSADO para o colocado em PRÁTICA implica na passagem por uma fronteira: da MENTE para o MUNDO. E no mundo existem as Leis tanto Éticas (constituição, códigos, etc) quanto Físicas e Agentes. Nós somos agentes no Mundo Físico, tanto para o Bem quanto para o Mal. Mas estar de um lado ou do outro NÃO SE BASEIA EM SORTEIO. As intenções são bem definidas, e estão no terreno da ESCOLHA PESSOAL. E a encruzilhada para a Escolha Pessoal é influenciada por alguma sugestão.

Podendo o homem escolher entre duas coisas (é o mínimo para uma escolha) por que escolhe o Mal ? Só existe uma explicação, baseando no fato de que escolher o lado em que se vai ficar não é um SORTEIO: um AGENTE INFLUENCIADOR. Se este não existisse, se tanto fizesse escolher um lado ou o outro, aí sim faríamos um SORTEIO. Mas sabemos bem pela nossa natureza humana, que sempre existem interesses (neles existe o Mal), ou a preguiça (ela é um Mal), ou desejo indevido (um Mal também), ou a competição (se queremos sobrepujar alguém, temos em nós o Mal). Sempre existe algo em jogo, e o homem não quer perder. Se perder sentir-se-á derrotado, mas por QUEM ? Pelo Mal.

Portanto, Alguém convence o homem a fazer uma Escolha para o Mal (quando é o caso). Quem é este Alguém invisível. Nada menos e nada mais que AQUELE QUE PROCURA NOS CONVENCER DE QUE NÃO EXISTE, pois não quer levar a culpa. E quem é ELE ? É aquele a quem a humanidade convencionou chamar de Diabo.

Já notou que os Agentes da Polícia dos Governos, Esquadrões Especiais e Criminosos FAZEM DE TUDO PARA NÃO SEREM DESCOBERTOS ? De onde vem esta Herança de Pensamento ? Do primeiro artífice desta arte de se fazer Invisível: o Diabo.

Faz sentido ?




sábado, 22 de setembro de 2012

A marca ou sinal de Caim

Prezados leitores, qual foi a marca colocada em Caim ?

Muitas omissões dos escribas e cronistas judeus nas Sagradas Escrituras se devem a um cuidado para evitar preconceitos. Mas os próprios "santos" católicos e escritores da exegese bíblica se lançaram em especulações COM UM OBJETIVO CLARO DE LANÇAR PRECONCEITOS.

Sem delongas, a primeira tentativa, devido ao ódio aos mouros, foi plantada pelos cruzados, garantindo, não apenas especulando, que a marca em Caim seria a cor de pele negra. Muito bem. Vamos raciocinar um pouco, como pessoas que já conhecem princípios básicos de sociologia e psicologia.

O que Caim expôs a Deus após o seu pecado ?

Caim ponderou com Deus que o seu pecado era muito grande para que o pudesse suportar. Desta forma, Deus colocou nele uma marca ou sinal  para que ninguém o matasse ao encontrá-lo. E como marca, e devido ao pecado, a multidão de intérpretes preconceituosos da Bíblia achou que esta marca seria de NATUREZA PUNITIVA.

Ora, pensem bem. Se Deus colocasse uma marca punitiva em Caim, quem o encontrasse logo perceberia que a marca indicava um pecador, um DIFERENTE no mau sentido. Vamos pensar em algumas marcas CORPORAIS diferentes: 6 dedos na mão, ou mãos sem dedos, 3 olhos, chifres, cor de pele negra.

Se estávamos numa sociedade que estava formando seus conceitos, e estava tomando contato com o primeiro homicídio, qualquer marca que distorcesse a aparência normal do ser humano geraria repúdio e atos violentos sobre a pessoa que o tivesse.

Deus colocou, sim, em Caim, marca que gerasse temor, respeito, admiração, e agora vamos ser realmente ousados em nossa especulação:

A marca em Caim seria o cabelo louro.

Antes de continuar a ler, recupere-se de seu susto.

Lembre-se dos povos antigos que possuíam cabelos louros. Um dos principais eram os selvagens vikings que aterrorizavam as costas da Europa matando pessoas e sequestrando mulheres. E se seus descendentes saxões, que acabaram por gerar, entre outros povos, o alemão, se "ab rogaram" serem a única raça pura; tudo faz sentido. ELES O DISSERAM. Não seria o movimento nazista uma verdadeira expressão da marca de Caim, a marca de assassínio em massa ?

E agora, faz sentido ?

Para marca de assassinato, descendência de assassinos em massa, de métodos cruéis. A interpretação mundana foi, durante anos, falseada, pois, se fosse referente à raça negra, não temos notícias de que os africanos fossem algozes, pois a história os mostra como VÍTIMAS do movimento escravocrata.

Pois então, agora temos uma hipótese muito mais lógica.

Sendo Caim o primeiro homem de cabelos louros, NINGUÉM que o encontrasse inadvertidamente o mataria, pois temos como TABU que o louro se refere à beleza e provoca admiração.

E então, o que o leitor acha.

Caim e os Gigantes

Pois bem, a segunda hipótese também é um pouco chocante, mas vem de encontro a um  interesse que trafega a largas avenidas pela Internet. Foram encontradas na Ásia ossadas de homens gigantes, por volta de 4 e meio metros de altura. Seria Caim, cujos descendentes foram chamados de "filhos dos homens", e qualificados de homens de alta estatura, o primeiro homem a atingir altura recorde, que afugentaria, conforme o registro do Gênesis, qualquer um que se encontrasse com ele ?

Isto também faz sentido ?

Achamos isto menos forçado que dizer que ele era negro ou louro, pois para provocar temor, omelhor seria que ...


A marca em Caim seria a alta estatura.

Livro de Melquisedeque

Segundo o fantástico apócrifo chamado "Livro de Melquisedeque", a marca em Caim teria sido a perda total da barba.

domingo, 16 de setembro de 2012

Caim e Abel - Fatos familiares e tradições para entender o assassínio

A Bíblia é um compêndio RESUMIDO dos numerosos fatos que ocorriam com o povo judeu, com a finalidade de transmitir o essencial às novas gerações. Acrescida dos tratados talmúdicos ela alcançaria o tamanho de uma Enciclopédia e acabaria levando quem a quisesse estudar ao desânimo. Em outras palavras, registrava-se o FATO, e o que interessava para "consumo imediato", sem longas digressões.

A ocorrência do primeiro homicídio ocupa somente 16 versículos, mas no decorrer do livro sagrado várias menções ao fato, e ao tipo de ocorrência (homicídio), são percebidos. Afinal, nós, os tão morais e éticos seres humanos vivemos matando uns aos outros.

A contagem de anos dos judeus

Os judeus possuem duas medidas de tempo auxiliar, que ajuda a compreender as profecias apocalípticas tanto do profeta Daniel quanto de João de Patmos:


  • A semana de anos;
  • O Jubileu, equivalente a 7 semanas de anos.


Memorize estes fatos, para ler com exatidão o Apocalipse.

Pois bem, a contagem dos anos de vida de Adão, fixando os anos de nascimento de Caim, Abel, e de suas irmãs (sim, o relato dos escribas e sacerdotes no Pentateuco excluiu as mulheres, mas elas também nasciam, é claro), e está registrada no ...

O Livro dos Jubileus

O Livro dos Jubileus foi escrito em hebraico por um fariseu (uma das duas correntes judaicas) entre o ano da ascensão de Hyrcanus ao alto sacerdócio em 135 bC e sua ruptura com os Fariseus em 105 bC. Ele coletou os dados dos cronistas judeus, estabelecendo as datas dos jubileus desde Adão. Ao contrário do que pensam os leigos, o povo judeu tem todos os registros de sua história. Todos os outros povos, até o egípcio, perderam registros de sua história, e até APAGARAM alguns deles devido às rivalidades políticas.

Para nós interessam as informações de tempo da primeira geração de Adão.

Na terceira semana de anos no segundo jubileu ( o segundo jubileu vai do ano 50 ao 98, pois o primeiro jubileu, de 7 x 7 anos, terminou no ano 49 de Adão), Caim nasceu, ou seja, dentro do intervalo dos anos 15 a 21 contagem Adâmica. Abel nasceu na quarta semana deste jubileu, ou seja, entre os anos 22 a 28 contagem Adâmica. E, segundo o Livro dos Jubileus, na quinta semana deste jubileu, entre os anos 29 e 35, nasceu a irmã de ambos, Awan. Portanto, a diferença de anos entre cada um era de 7 anos. Caim tinha 14 anos quando nasceu Awan, sua irmã.

Não compreendo como pessoas que lêem a história de um casal qualquer (seja Adão e Eva ou Maria e João), imaginem que este casal só tem filhos homens, porque os cronistas da época, ainda traumatizados com o pecado de Eva, só citavam, de raiva, os homens. O ser humano gosta de se portar como um tapado. Qualquer casal, principalmente o primeiro, sem stress, alimentando-se sem agrotóxicos, sem trânsito e sem patrão, pode ter dezenas de filhos. No Brasil, as famílias possuíam de 10 a 12 filhos e, ouçam bem, um casal provavelmente vai ter metade de homens e metade mulheres, como manda a lei de Mendel ( pai da genética).

Lembrando novamente:

A Bíblia não citava mulheres, devido ao pecado inicial de Eva

O leitor que se compenetre e aceite a realidade, de que um casal, a cada parto, tem a probabilidade 50% de filhos homens e 50% de filhas mulheres. Quem tem irmã ou irmãs bem sabe disto. Se assim não fosse, teríamos chegado até aqui COM UM MUNDO SÓ DE HOMENS.

Este assunto nos deixa extremamente nervosos, pois É RIDÌCULO constatar que existem pessoas que ignoram LEIS NATURAIS BÁSICAS como: casais tem filhos homens e mulheres.

 A adolescência entre três irmãos

Quando esta irmã de ambos atingiu 14 anos, Abel tinha 21 e Caim 28. Perguntamos, diante do que conhecemos de adolescência, homem e mulher:

O que Caim e Abel sentiram ?

A única mulher mesmo que Caim e Abel tinham visto era Eva, sua mãe. Agora eles viam uma adolescente no florescer de sua beleza de formas adolescentes. O que vocês acham que ia acontecer na mente de ambos ?

Vai ter gente com suficiente audácia para dizer que ambos eram muito santos, e respeitariam a irmã a ponto de nem sequer lhe dirigir o olhar. Que é isso ? Caim, pelo seu ato posterior e homicida, provaria que era um homem dos bem comuns, como nós somos. Ele nós garantimos que olhou de forma bem desejosa para a própria irmã. Não havia a figura de incesto, e os casamentos consanguíneos entre judeus, pelo menos até o ano de 1876 dC ocorriam. Talvez tenha ocorrido até mais tarde.

Vamos mais longe, respeitosamente, mas humanamente:

Será que Caim, o mais suscetível aos desejos que Abel (como seu próximo ato mostraria) nunca avançou um pouco mais em relação à irmã ? Pois bem, cronistas judaicos e islâmicos relatam que Awan foi prometida a Abel, e não9 à Caim. Existia o costume de se casar primeiro a filha mais velha, comprovado pela história de Jacó com Labão, mas nada se dizia de casamento primeiro do filho mais velho. E Awan, diante das PROVÁVEIS investidas de Caim, cuja índole não era boa, preferiu ser prometida a Abel.

Vocês conseguem prever os acontecimentos posteriores ?

O sacrifício e a não aceitação de Deus

Os Evangelhos advertem que ao trazer uma oferta a Deus, o homem (e a mulher) deve ter seu coração puro. Caim estava, provavelmente, transtornado de maus pensamentos, e principalmente já se julgando preterido em relação à irmã Awan. Ele já estava concebendo estranhos cenários familiares, como o irmão SATISFAZENDO O SEU DESEJO antes dele, Caim, sendo que havia nascido primeiro.

Pense, como foi a recepção de Abel na mente de Caim, quando este nasceu, dividindo as atenções do pai e da mãe ? Ciúme é um fenômeno natural que aflora em qualquer pessoa.

Pois bem, após a não aceitação do sacrifício de Caim, completou-se em sua mente o quadro de "transtorno de ciúme e rejeição" (TCR - sigla de nossa autoria). Diante disto, ele levou o irmão para algum lugar, para descarregar sua raiva.

A morte

Mas até aquele dia ninguém tinha sido morto. Caim sabia que estava "matando" o irmão ? Ele deve ter discutido. Abel falou certas coisas sobre ele que Caim não gostou. Caim o agrediu, descarregando a raiva. Abel, provavelmente mais pacífico, e ignorando também a possibilidade de morrer, não se preocupou muito. Porém, Caim usou algo para o atingir.

Imagine Caim diante de Abel imóvel. E Então, vendo que Abel não mais se mexia, escondeu o corpo para que não fosse achado imóvel, mas não sabia o significado de morto.

E assim se deu. Crime culposo, pois nem Caim, nem Awan (a irmã)  nem Adão e nem Eva sabiam o que era a morte.

Com quem ficou Awan

Não tendo mais irmão, Awan ficou com Caim.

A lógica

A lógica básica aqui é a de que a hipótese de outros filhos para os leitores da Bíblia fica bloqueada, pois as pessoas não querem fazer deduções. Muito da ignorância em relação à Bíblia vem da nossa necessidade de provas físicas.

Um contra-exemplo disto foram as experiências mentais que Einstein fez em relação à luz e Relatividade. Se Einstein tivesse um laboratório da luz, a falta de equipamentos adequados o impediriam de atingir os raciocínios completamente à frente de sua época. Portanto, nossa atual filosofia que utiliza o Método Experimental em relação a tudo pode estar castrando o nosso imenso potencial criativo.




quarta-feira, 12 de setembro de 2012

A prova de que as 10 pragas do Egito realmente aconteceram

A Bíblia é sempre classificada de um livro de lendas. Qualquer um se arvora conhecimento na hora de falar mal deste livro sagrado, que sustentou (pelo menos os cinco primeiros: o pentateuco) o Judaísmo, Cristianismo e Islamismo. E quem faz isto, em sua maioria, não gosta de história antiga, e nem lê regularmente a Bíblia e nem presta a atenção às notícias sobre descobertas arqueológicas.

A origem da prova

Ora, estamos no ano de 2012, quase no seu fim, e só hoje tomamos conhecimento, por uma palestra do teólogo Rodrigo Silva, no programa Evidências, disponível no Youtube, da existência do Papiro Ipwer, que mostra um testemunho de um escriba sobre os fatos exatos das 10 pragas enviadas por Deus ao Egito antigo.

Sendo este fato um acontecimento negativo para os registros Egípcios, estes tinham o estranho hábito de não citar ou apagar de seus monumentos tais registros, tática a que chamamos de "roubo histórico". Hitler fez um mal à humanidade, mas a ONU não enviou ordens para que tanto o seu nome quanto seus atos perversos fossem apagados dos livros e bancos de dados. Pelo contrário, fatos importantes, bons ou maus devem ser registrados.

E sabem quando este papiro foi descoberto ? No fim do século 19, na cidade de Avaris [1], sendo traduzido em 1909. Ou seja, quase 1000 anos depois, o conteúdo deste papiro está sendo amplamente divulgado. Por que as igrejas e os meios de comunicação, em seus noticiários, não deram divulgação a isto ? A resposta é simples: Quando se trata de divulgar algo que comprove o texto bíblico, o Sistema governamental e midiático (principais canais de TV) prefere não falar nada. Algo deste tipo é para ser colocado em primeira página de jornal (e não crimes) e em horário nobre na TV.

O Texto do Papiro

O papiro é chamado de "Lamentações de Ipwer", título que lembra o livro do antigo testamento bíblico "Lamentações de Jeremias", e seus principais trechos são:


2.5-6 A praga está por toda região. Sangue em toda parte. (O rio Nilo se tornou em sangue Ex - 7:21)

2.3 Certamente, o Nilo inunda mas não querem arar para ele.

2.7 Certamente, foram enterrados muitos mortos no rio; a corrente está como uma tumba.

2.10 Certamente, o rio está ensanguentado, e quando se vai beber dele, passam longe as pessoas e desejando água. (O rio Nilo se tornou em sangue - Ex-7:24)

3.10-13 Essa é a nossa água! Essa é a nossa felicidade! O que faremos a respeito? Tudo são ruínas.

5.6 Certamente, as palavras mágicas foram descobertas (nas câmaras sagradas), os encantos e os encantamentos eram ineficazes por que são repetidos pelas pessoas.

2.10 Certamente, portões, colunas e paredes são consumidos pelo fogo.

10.3-6 A casa real inteira está sem os seus servos. Ela tinha a cevada e o trigo, os pássaros e os peixes; tiveram roupas brancas e linho bom, cobre e azeites; (Os servos foram embora com Moisés Ex - 9:31-32)

1.4 …os habitantes dos pântanos possuem proteções;

6.1-3 A pessoa se alimenta da erva arrastada pela água… Para as aves não se encontra grão nem erva… a cevada pereceu em todas as estradas.

5.13 Certamente o que podia ser visto ontem, desapareceu. A terra está abandonada por causa da esterilidade e igualmente o corte de linho.

5.5 Certamente, todos os rebanhos de cabras têm os corações chorando; os gados reclamam por causa do estado da terra….

9.2-3 … e da mesma maneira os rebanhos vagaram sem pastores … os rebanhos vão desnorteados e nenhum homem pôde reuni-los. Cada um tenta trazer os que foram marcados com o seu nome (Ex - 9:21).

9.11 … não amanheceu… (A praga das trevas - Ex-10:22)

4.3 (5.6) Certamente, os filhos dos grandes são lançados contra a parede (Ex-12:29).

6.12 Certamente, as crianças dos grandes foram abandonadas nas ruas;

2.13 Certamente, as pessoas diminuíram e quem põe seu irmão na terra encontra-se em qualquer lugar.

3.14 É um gemido que há pela terra, misturado com lamentações.

7.1 Veja, certamente o fogo ascendeu às alturas e o seu queimar sai contra os inimigos da terra.

3.2 Certamente, ouro, lápis azul, prata, turqueza, cornalina e bronze… é colocado no pescoço das escravas… (ao saírem, os escravos hebreus pediram aos egípcios presentes Ex:12:35-36)

7.2 Veja, quem havia sido enterrado como um falcão está em um caixão de madeira; aquilo oculto na pirâmide estava vazio.

Ipuwer, provavelmente, não era um medroso escriba da elite, tanto que escreveu sobre papiro em outra escrita que não a hieroglífica, como era o uso, e não em pedaços de pedra ou monumentos, pois tal texto seria sumariamente apagado.

Conclusão

Portanto, estas e outras provas estão na rede, no entanto os argumentos dos leigos continuam os mesmos, e principalmente de que não existem evidências históricas, pois os "fariseus da arqueologia" querem guardar este conhecimento para suas palestras fechadas, pois a existência de Deus não lhes interessa.

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[1] Desde o tempo de José no Egito, até depois das 10 pragas, Avaris era a capital do Egito. Esta cidade , localizada a leste do Delta do Nilo, foi destruída quando Kamoses venceu os Hicsos (de descendência semita), e reerguida por Ramses II, quando tomou o nome de Pi-Ramses, onde trabalharam os hebreus.
Diante disto, se torna incompreensível a negação de que um povo oprimido, por denominação "Hebreu", viveu e trabalhou na região, conforme os relatos bíblicos.


sábado, 28 de julho de 2012

Os limites da alma e do corpo - Do Universo ao homem

Estranho início para o ser humano, que diferente dos animais, demora a andar, e só mais tarde começa a falar, a entender e a pensar.

O homem como parte do Universo

O homem, na parte material, tem os seus constituintes originários do Universo, ou, em outras palavras, do enorme Sistema que o cerca. Abordando o assunto friamente pelo ramo da lógica, sendo este homem originário do Universo, ele tem que ter com ele semelhanças.

O Universo

Como nos parece o Universo ? Uma série de sistemas planetários dentro de sistemas maiores, conhecidos como Galáxias. Nestes Sistemas Planetários, os planetas circulam (em elipses) em torno de um astro luminoso, semelhante aos elétrons em torno dos átomos. Esta semelhança funcional e genérica, está sujeita a leis físicas bem definidas (pelo menos as Primitivas que conhecemos), de periodicidade (ondas) e repetição. Esta funcionalidade expressa em leis vai só até uma natureza mecânica, ou seja, falta vida sob o ponto de vida do macrocosmo. Planetas circulam, astros emitem luz a custa de fusão de hidrogênio (podem existir outros tipos), e o movimento das entidades planetárias deforma linhas do espaço/tempo produzindo a gravidade e a ordem invisível de atração e repulsão que mantém o Universo coeso.

Mas estes movimentos não expressam algo bem superior funcional e objetivamente observado no microcosmo: a VIDA.

A Vida

A vida, termo que deve ser esclarecido, foi constatada filosoficamente, pois é o nosso estado mais constante, e só completamente após a primeira morte, pois não se pode achar o significado completo de uma ideia sem o seu oposto. pois só assim se atinge o equilíbrio.

Mas o que é a vida ? A vida é um estado temporário, que exige elementos do Universo (substâncias químicas) e que ainda gera valores éticos, pois, não estando a mesma independente em um dos locais do Universo, em que se manifestou, precisa ainda viver em comunidade para se manter, e se exprimir como algo coerente, no sentido em que se acaba mas produz novas vidas, evitando a extinção de si própria.

Em outras palavras, mantendo a fidelidade aos dicionários, a Vida é um estado de incessante atividade funcional. O Universo é vivo neste sentido, mas não manifesta comportamentos éticos ou morais e nem a formação de comunidades. Uma Galáxia não pode ser adjetivada com comunidade.

A nossa constante atividade é ditada por objetivos ético-morais de uma outra força inexplicável e inequacionável: a Vontade.

A Vontade

Tentando estabelecer a coerência entre macro e microcosmo, responda: Um planeta tem Vontade de orbitar em torno do seu astro luminoso ? Um sistema planetário tem a vontade de orbitar em torno do centro de sua galáxia ?

A Vontade, ela sim, é a fonte da tal "incessante atividade funcional". O descanso, é atividade ou a negação desta atividade ? Então perguntamo: quando o indivíduo está descansando, ele está num patamar de "anti-vida" ?

Ora, todos os esforços de conceituação instrumental da Vida são inócuos, enquanto não se entra com o "anima", ou seja, princípio cósmico disparador da vida. O indivíduo em descanso está em atividade funcional e ético-moral. Não é só o seu ser biológico que está sintetizando nutrientes e consumindo gases de respiração.

Mas da vontade se fala, junto à definição de vida, que deve ser uma atividade constante, senão o ser microcósmico se entrega à cessação absoluta de seu próprio ser. Antes da introdução da alma, o ser é totalmente mecânico, pois como elemento do cosmo (eminentemente mecânico), não pode incorporar algo conhecido como Vontade, pois esta é ética e moral, relacionada a sentimentos de atingimento de metas e objetivos em sua Vida.

Também o macrocosmo, reconhecido como algo que obedece às leis expressas por equações, não admite "exceções temporárias" de suas leis, para atender às Vontades que lhe surgem. Isto só acontece no microcosmo do homem. Animais não tem metas e objetivos que não sejam o de se nutrirem para não morrerem e de se reproduzirem, não sabem por que.

Se o Universo formou a mim, ser humano, com Vontade própria, por que ele não evoluiu neste sentido após me ter concebido ? Em outras palavras, se Ele atingiu um grau de evolução tão grande a ponto de produzir Vida, por que Ele não mostra agora Vontade própria, e continua a ser meramente um mecanismo de Sistemas Orbitais absolutamente resignados em sua repetição infinita de ciclos ?

Como um aglomerado de matéria, que sou, oriundo do Universo, tem Vontade. Gostaria que os céticos nos explicassem:

De onde vem a Vontade que habita em nós: das substâncias químicas ?

Alma

Tendo visto que a Vontade não é fruto de equações de leis físicas, só resta procurar o que "anima" o ser humano a fazer algo. Chamemos a isto de Alma, só para não ultrapassar os dicionários e não nos expormos ao concretismo dos céticos que se opõem a novos conceitos, por não conseguirem nem lidar com os velhos.

Para chegar algo próximo da Alma, vamos recapitular o nosso crescimento desde a saída do ventre materno, em um exercício filosófico.

Ao nascermos, este nosso corpo, puramente físico, subsistema conceitual de um sistema maior, o Universo, material, sem alma, mecânico e repetitivo, é até parecido com o que lhe deu origem em todos estes atributos. O bebê mais parece um sistema mecânico, apenas com a pequena diferença de clamar por alimento.

Mas depois, este "Subsistema do Universo" começa a querer, ele mesmo, ser um Universo, pois descobre seus membros e aprende a manipulá-los (mãos, pés, boca). Mas poucos anos mais, este Ser faz algo que nem seu próprio "pai", frio, mecânico, repetitivo e sem vontade faz: falar.

E junto ao falar, vem compreensão e diálogo, interação, coisas ABSOLUTAMENTE DISTANTES das capacidades de seu "pai material": o Universo.

Só isto destrói o paradigma materialista. Universo calado, ser humano pensante e falante.

O ser diante do Universo

Para mostrar que o Universo frio não é o "pai" do ser humano, pense um pouco e se pergunte:

Como é que o homem, subsistema do Universo, que veio dele, não sabe o que Ele (o Universo) é ?

O homem teve e ainda tem que estudar muito para entender o Universo. O ser, parte dele, não sabe o que este Universo é. Não existem respostas oriundas de um Sistema mecânico. Se o ser tivesse unicamente a natureza mecânica do Universo, por vir dele, ELE SABERIA EXATAMENTE O QUE É, pois funcionaria tal como o Universo. Acontece que o Universo não possui uma alma, e não toma decisões, mas simplesmente sucumbe aos ditames das Leis Físicas.

A única resposta plausível é: a alma do homem não veio do Universo, e sim de fora dele. E não estamos falando de outro planeta, pois qualquer planeta, segundo a lógica coerente do Universo, é apenas um elemento mecânico que obedece a leis físicas e repetitivas de periodicidade de rotação em torno de um astro luminoso. Só isto.


O Portal e a Panela


Termo muito usado ultimamente, o Portal de que queremos falar é um acesso que se abre para um terreno sutil que injeta em microcosmos algo diferente de partículas físicas. Este terreno é algo "fora do véu" dos céus, algo fora da cena, como a chama que fica fora de uma panela, e a aquece, e promove as reações químicas no interior da panela.

Um grão de arroz, em sua simples existência, acha que o Universo se resume à panela.

O Universo é isto, apenas uma Panela. Ele não é o TODO. O TODO está muito além do alcance de nossa razão. Os céticos olham para este nosso mundo e acham que só isto existe. Indo mais longe, sempre que você estiver em um contexto, imagine que existe o "fora dele", e que existe ainda mais neste "fora dele".

Pergunta final


De onde vem a Alma ? Viva e responda, sempre lembrando do que dissemos nas entrelinhas:


Tente enxergar mais longe













quarta-feira, 25 de julho de 2012

Livre arbítrio, Escolhas, Destino e Deus

As pessoas entram em cólera quando se fala em Destino. Muita gente não aceita a ideia de que sua vida está traçada. Não estamos dizendo que isto é verdade, e nem mentira.

Começando das nossas Escolhas. Sendo boas ou ruins, são baseadas no nosso Conhecimento. Mas existe algo inconfessável do ser humano, que chamaríamos de "Princípio do Frio para o Cobertor que se tem". O que vem a ser isto?

Continuemos do ponto em que as escolhas são baseadas no Conhecimento. Ele é construído no interior do nosso ser na base do "foi bom" ou "foi ruim". Nosso ser afetivo, principalmente, que é primitivo em sua concepção mais profunda, guarda impressões misturadas o bastante para serem chamadas de confusas. Um exemplo desta confusão é o de uma frase que detestamos. Pode ser qualquer uma, como "fique esperto menino". Ela, em seu conteúdo semântico não é ruim. No entanto, pode ter sido dita por alguém que detestamos, numa situação em que nos deveria ter dado o caminho para correção de nosso rumo, e, de preferência longe de muita gente, longe de platéia, para que não fossemos ridicularizados. E então passamos a odiar a frase, pelo contexto ruim que ela nos lembra.

A soma, neste contexto de:

Locutor que odiamos + Platéia nos reprovando + Necessidade de Correção Sadia não Satisfeita

produz algo a que chamamos MÁGOA. E Mágoa não é Conhecimento; Mágoa é desestímulo e descrença. E descrença é um dos "afluentes inversos" do Conhecimento, ou seja, é como tentar subir este afluente, enfrentando a sua força, lutar contra a corrente.

A Mágoa é um contra-conhecimento

Outros derivados mais graves, resultantes do "apodrecimento" da Mágoa são a Aversão, o Ódio, o Desamor e a Auto-destruição.

Destruindo os apoios que sustentam o Conhecimento, incluindo a Cobiça ("apressador" do Destino), a Inveja e a Oposição pela simples vontade de ter razão, as Escolhas saem erradas, gerando novas Mágoas que realimentam o ciclo vicioso citado.

Mas existem outras razões que entram nas Escolhas. Uma delas é um Auto-Conhecimento de Defesa. O ser humano nesta situação de defesa faz as escolhas como se estivesse escolhendo o Frio que seu Cobertor pode suportar. Acontece que a vida dá chances de se obter cobertores cada vez mais grossos, não através de dinheiro (o remédio da pressa) mas através do Conhecimento.

E quem procura Conhecimento ? A resposta é uma contradição, a princípio. São os sábios que mais buscam o conhecimento. Os tolos procuram acúmulo de bens e direitos. O sábio não procura dinheiro, mas acaba ficando rico em bens que "a traça não come". Os tolos procuram só o dinheiro e o poder. Acontece que outros tolos também o querem, e tanto estes quanto os primeiros acabam por perdê-los.

E o Destino ?

O Destino é uma "lei silenciosa", que sabe que o cobertor que o ser humano vai escolher é aquele que se adapta, geralmente, ao frio que sente, pois poucos são capazes de abandonar os que já tem para procurar os mais bem costurados e quentes. É o velho cumprimento do ditado "quem nasceu para tostão não chega a milhão". E isto não vale só para o dinheiro, mas também para o Conhecimento.

E o Livre-arbítrio

Pela razão exposta do Auto-Conhecimento de Defesa, já sabemos que o ser humano NÃO TEM UM LIVRE ARBÍTRIO genuíno, e sim um obliterado pela sua deficiência de Conhecimento. Nunca estamos suficientemente maduros para enfrentar situações novas, nunca estamos completamente destituídos de Mágoas e nunca nos afastamos da INVEJA.

Quando reivindicamos direitos e igualdade, já estamos querendo também igualar nosso Destino aos dos outros. Você consegue deixar isto distante do terrível e astuto sentimento de INVEJA ?

A Democracia

Na busca por Igualdade e Liberdade, acabamos por nos considerarmos membros de um grande organismo; isto é BOM. No entanto, neste grande organismo, todo mundo quer ser Boca e Estômago. Ninguém quer ser Braço para levantar o pesado e nem Perna para sustentar e levar o grande corpo prá lá e prá cá.

A Democracia é um "Frankestein" de pernas e braços atrofiados, mas com uma boca de jacaré e ventre barrigudo. Poucos trabalham duro e muitos querem só comer nesta Utopia chamada Democracia.

Conclusão

Se o quarto item da lista do título desta matéria, Deus, não for colocado na equação das facetas da vontade e desejo incontroláveis do ser humano, os três primeiros não existem.