A geografia é uma ferramenta auxiliar para se memorizar os eventos e particularidades bíblicas. Isto é uma verdade associada à memória humana, cuja fabricação de novas memórias ocorre no centro geográfico do cérebro, o hipocampo.
Os mapas disponíveis na internet decepcionam pela sua falta de detalhe, e os bons mapas estão em publicações caras, inacessíveis ao leigo.Este aqui mostrado vem do "Novo Atlas" de J. Monteiro e F. de Oliveira, edição de 1927, adotado em escolas brasileiras para moças, com patrocínio de americanos, do ano de 1927, portanto, uma raridade:
Estudos Bíblicos Sérios
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Conteúdos com Pesquisa e Revisão
domingo, 23 de março de 2014
terça-feira, 5 de novembro de 2013
A verdade sobre o Talmud - fraudes na Internet
Cuidado, internauta e pesquisador, pois circula na Internet um livro tendencioso sobre o Talmude (comentários rabínicos). A linha é de revisionismo sensacionalista, em apenas 37 páginas, valendo-se da preguiça dos leitores, que não se dariam ao trabalho de ler mais de 3000 páginas do tratado judeu.
Se quiser saber a verdade sobre o Talmude, baixe a versão Babilônica no site www.4shared.com:
BAIXAR
Os tratados explicam a tradição oral dos rabinos, além de algumas fábulas que servem para ensinar os costumes judaicos.
A Internet é o paraiso dos preguiçosos, dos mentirosos e dos falsários. Selecione bem o que baixa, o que lê, e onde navega, pois suas informações podem estar sendo lidas e armazenadas.
Armadilhas
Alguns sites oferecem downloads de produtos e falsos livros para atrair principalmente os ateus. Eles sabem os títulos e assuntos preferidos desta linha de pensamento, e o resultado é a captura das suas informações pessoais, com futuros estelionatos.
Livros preferidos para chamar a atenção dos ateus e aficcionados:
Apologia - Evangelhos Apócrifos
Cartas de Publius Lentiulus
Manuscritos do Mar Morto
Porque não acredito no Novo Testamento
CUIDADO.
Se quiser saber a verdade sobre o Talmude, baixe a versão Babilônica no site www.4shared.com:
BAIXAR
Os tratados explicam a tradição oral dos rabinos, além de algumas fábulas que servem para ensinar os costumes judaicos.
A Internet é o paraiso dos preguiçosos, dos mentirosos e dos falsários. Selecione bem o que baixa, o que lê, e onde navega, pois suas informações podem estar sendo lidas e armazenadas.
Armadilhas
Alguns sites oferecem downloads de produtos e falsos livros para atrair principalmente os ateus. Eles sabem os títulos e assuntos preferidos desta linha de pensamento, e o resultado é a captura das suas informações pessoais, com futuros estelionatos.
Livros preferidos para chamar a atenção dos ateus e aficcionados:
Apologia - Evangelhos Apócrifos
Cartas de Publius Lentiulus
Manuscritos do Mar Morto
Porque não acredito no Novo Testamento
CUIDADO.
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
A ovelha desgarrada e o Sábado - Minorias, Normas e a Bíblia
Versículos chave
E ele lhes disse: Qual dentre vós será o homem que tendo uma ovelha, se num sábado ela cair numa cova, não lançará mão dela, e a levantará? Mateus 12:11
E, se porventura achá-la, em verdade vos digo que maior prazer tem por aquela do que pelas noventa e nove que se não desgarraram.Mateus 18:13
Noventa e nove contra um
Jesus encontrou o meio para falar, muitos anos antes da ONU ou dos governos populares, e de certa forma, das minorias. E também para falar contra o materialismo e a acomodação. Uma pessoa que só se guia pela matemática, tendo 100 ovelhas, e perdendo uma, mas contaminada pelo comodismo e preguiça, não iria atrás de somente uma. Já o ambicioso, ou que dá valor ao que acumulou, garante as 99 e vai atrás daquele "seu bem", pois não admite perder nada.
Deus é absolutamente ambicioso no sentido humanitário. Ele luta até pelos mais teimosos (desgarrados), que não seguiram o caminho do pastor. Estes nós, humanos, jogaríamos, facilmente, no fogo, pois almejamos ser como Deus, mas não atingimos sua perfeição.
O que o sábado tem a ver com a ovelha
Se estamos colocando estes versículos lado a lado, é porque algo nos despertou para sua relação. Em primeiro lugar, uma ovelha desgarrada faz o hebreu "quebrar o Sábado". Diante do risco da perda de um "desgarrado", o descanso (Sábado, seu dia) é quebrado, pois quem não o faz é um hipócrita, pois o alvo de Deus é o homem (imperfeito). A Salvação de uma pessoa inocente (ovelha) não pode ser jogada fora por causa da exclusiva letra da lei.
As normas e o Sábado
Dotado de inteligência moldada e cultivada por Deus, o homem não pode mergulhar numa cegueira de leis sem sentido. Ele precisa, através do estudo da palavra e do seu encaixe na vida prática, ver até onde vai a rigidez da lei, conforme dito por Jesus aos fariseus.
Um ser vivo, inocente, dependente do PASTOR, cai num buraco. Se esperarmos o fim do dia do Sábado, um predador pode transformar o quadrúpede em uma refeição. Abutres podem esperar a morte do ser abandonado, por sede e fome.
Pela Norma, E MUITOS SE AGARRAM A ELA, E MORRERÃO POR CAUSA DELA, a ovelha de Jesus e de Mateus morre. A VIDA VALE MAIS QUE A NORMA, por isto o Pastor rompe a norma. O Sábado foi feito para a saúde do homem, para lhe prolongar os dias de vida, como diz o Velho Testamento. Mas quem fica responsável pela vida dos animais (dependentes) ? Ora, no Gênesis deu Deus esta responsabilidade ao homem. E esta veio ANTES dos mandamentos e leis. A MAIOR LEI é a VIDA.
Ao curar no Sábado, Jesus não desobedecia a Lei, pois A MAIOR LEI DE DEUS É A VIDA. Isto nunca os fariseus alcançaram.
As Normas que o Homem criou para si
Então vemos o emaranhado de leis que o homem criou em suas constituições e códigos. Principalmente na aplicação do Penal se revela a "Normose" do homem. O aparato administrativo Policial tem se agarrado tanto ao cumprimento de um excesso de ritos, para garantir a pretensa vida do suspeito, que se esqueceu da vida das Ovelhas, ou seja, das pessoas inocentes. Juízes liberam indivíduos que representam perigo para a VIDA das pessoas inocentes, homens de bem, etc.
Conclusão
A natureza animal e a responsabilidade do homem na criação e na sociedade ainda padecem devido à cegueira do homem, quando lhe é dado uma lei ou mandamento. AO INVÉS DE USAR COMO ORIENTAÇÃO, O HOMEM A UTILIZA COMO OBRIGAÇÃO.
E ele lhes disse: Qual dentre vós será o homem que tendo uma ovelha, se num sábado ela cair numa cova, não lançará mão dela, e a levantará? Mateus 12:11
E, se porventura achá-la, em verdade vos digo que maior prazer tem por aquela do que pelas noventa e nove que se não desgarraram.Mateus 18:13
Noventa e nove contra um
Jesus encontrou o meio para falar, muitos anos antes da ONU ou dos governos populares, e de certa forma, das minorias. E também para falar contra o materialismo e a acomodação. Uma pessoa que só se guia pela matemática, tendo 100 ovelhas, e perdendo uma, mas contaminada pelo comodismo e preguiça, não iria atrás de somente uma. Já o ambicioso, ou que dá valor ao que acumulou, garante as 99 e vai atrás daquele "seu bem", pois não admite perder nada.
Deus é absolutamente ambicioso no sentido humanitário. Ele luta até pelos mais teimosos (desgarrados), que não seguiram o caminho do pastor. Estes nós, humanos, jogaríamos, facilmente, no fogo, pois almejamos ser como Deus, mas não atingimos sua perfeição.
O que o sábado tem a ver com a ovelha
Se estamos colocando estes versículos lado a lado, é porque algo nos despertou para sua relação. Em primeiro lugar, uma ovelha desgarrada faz o hebreu "quebrar o Sábado". Diante do risco da perda de um "desgarrado", o descanso (Sábado, seu dia) é quebrado, pois quem não o faz é um hipócrita, pois o alvo de Deus é o homem (imperfeito). A Salvação de uma pessoa inocente (ovelha) não pode ser jogada fora por causa da exclusiva letra da lei.
As normas e o Sábado
Dotado de inteligência moldada e cultivada por Deus, o homem não pode mergulhar numa cegueira de leis sem sentido. Ele precisa, através do estudo da palavra e do seu encaixe na vida prática, ver até onde vai a rigidez da lei, conforme dito por Jesus aos fariseus.
Um ser vivo, inocente, dependente do PASTOR, cai num buraco. Se esperarmos o fim do dia do Sábado, um predador pode transformar o quadrúpede em uma refeição. Abutres podem esperar a morte do ser abandonado, por sede e fome.
Pela Norma, E MUITOS SE AGARRAM A ELA, E MORRERÃO POR CAUSA DELA, a ovelha de Jesus e de Mateus morre. A VIDA VALE MAIS QUE A NORMA, por isto o Pastor rompe a norma. O Sábado foi feito para a saúde do homem, para lhe prolongar os dias de vida, como diz o Velho Testamento. Mas quem fica responsável pela vida dos animais (dependentes) ? Ora, no Gênesis deu Deus esta responsabilidade ao homem. E esta veio ANTES dos mandamentos e leis. A MAIOR LEI é a VIDA.
Ao curar no Sábado, Jesus não desobedecia a Lei, pois A MAIOR LEI DE DEUS É A VIDA. Isto nunca os fariseus alcançaram.
As Normas que o Homem criou para si
Então vemos o emaranhado de leis que o homem criou em suas constituições e códigos. Principalmente na aplicação do Penal se revela a "Normose" do homem. O aparato administrativo Policial tem se agarrado tanto ao cumprimento de um excesso de ritos, para garantir a pretensa vida do suspeito, que se esqueceu da vida das Ovelhas, ou seja, das pessoas inocentes. Juízes liberam indivíduos que representam perigo para a VIDA das pessoas inocentes, homens de bem, etc.
Conclusão
A natureza animal e a responsabilidade do homem na criação e na sociedade ainda padecem devido à cegueira do homem, quando lhe é dado uma lei ou mandamento. AO INVÉS DE USAR COMO ORIENTAÇÃO, O HOMEM A UTILIZA COMO OBRIGAÇÃO.
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
Autoridade, sim e não
Se fossemos falar algo a respeito do NÃO, diríamos que é o maior Instrutor presente na raça humana, desde tempos imemoriais.
Se fossemos tentar chegar às suas raízes, começaríamos por coisas bobas como:
É o contrário do SIM;
É o opositor;
É o maior incômodo;
É a negação de algo;
Deveríamos substituir o NÃO por "algo mais construtivo".
Isto tudo é uma bobagem, pois é fruto do senso comum e pensamento superficial.
A origem do NÃO
O NÃO não existiria, sem a pré-existência de uma Autoridade. Se alguém tem o poder de negar algo, com propriedade, provavelmente tem um conhecimento ligeiramente superior ou muito superior ao que é negado em suas intenções.
Hoje, nesta sociedade "um pouco" decadente, a negativa passou também a vir de uma fonte ilícita: representantes que tem o cargo obtido por meio de dinheiro ou política. Mas deixaremos este aspecto corrupto da Autoridade e explorar as suas raízes verdadeiramente decentes.
O primeiro NÃO veio dos véus colocados nos cômodos, se assim podemos dizer, das tendas. O local onde ficava o casal, ou as virgens, era resguardado dos olhares de terceiros. Era o pudor da nudez já em seus primórdios de conduta moral.
Aqui temos o maior segredo do NÃO: a sua associação com o OLHAR.
O que tem demais olhar a nudez, já que é natural ?
A Nudez
A Nudez é o "desvendamento da roupa original do indivíduo". Se o ser humano não tiver ABSOLUTAMENTE NADA, ele terá a sua Nudez como o seu PRIMEIRO PATRIMÔNIO Portanto, o respeito e o resguardo da Nudez é o resguardo do PRIMEIRO PATRIMÔNIO. O corpo, como habitação de nossa alma, é o nosso PRIMEIRO IMÓVEL.
Na intimidade do casal, um dá a conhecer ao outro a sua Nudez, numa concordância de compartilhamento de seus Patrimônios, pois o corpo de um se torna também do outro.
Voltemos ao Primeiro Imóvel do ser.
Nós, a raça humana, planejamos todas as nossas moradas com uma porta. As tendas dos primeiros nômades possuía um véu em sua entrada. Até os índios fazem uma porta mais baixa e estreita na entrada de suas casas comunitárias. Este véu é uma Porta, algo de mais fácil entendimento para nossa sociedade do que o pedaço de pano usado pelos antigos.
A porta
A porta é um dois símbolos da dualidade SIM e NÃO. Aberta é o SIM (entre), fechada é o NÃO (não entre, proibido). Jesus, o filho de Deus, foi tão longe em sua definição que disse:
Em eletrônica digital, os pesquisadores e engenheiros chegaram ao armazenamento e processamento de informações simplesmente indo ao aspecto mais radical que estamos explicando aqui: uma unidade de informação pode ser zero (Não - falso - desligado) ou um (Sim - verdadeiro - ligado). Ou seja, se quisermos ir ao fundo filosófico da informação digital, teremos que ela é uma coleção de verdades e de falsidades.
Ligado e desligado
Falando da unidade de informação digital, temos dois estados, observados em todas as máquinas que o homem faz, mas também em algo mais profundo. Quando colocamos uma máquina para funcionar, nós a ligamos. Quando uma Autoridade dá uma ordem, ligando um evento ou processo, ela está dando um sinal de SIM para que algo seja FEITO. É a ordem de INÍCIO. Em uso de metáfora, poderíamos dizer que FOI ABERTA A PORTA. O mesmo acontece com as empresas no início de cada dia: as Portas são abertas para a entrada dos clientes.
A Autoridade
A Autoridade vem através da ordem: ordem para abrir a PORTA, para COMEÇAR, para INICIAR alguma coisa. Ela é sempre confundida, pelos anarquistas e insatisfeitos, com o NÃO. A Autoridade é que tem a atribuição (não diremos poder) de assinar, de INICIAR. Quando se diz assinatura, prefira dizer início. Assinatura é só o momento marcado em que algo foi iniciado. Em si ela só é uma marca no papel.
E, olhando pelo lado do INÍCIO, a Autoridade se parece mais com o SIM, do que com o NÃO. As negações procedem somente (fora do sentido corrompido de Autoridade alcançada por corrupção) de tentativas de se agredir a moral. Exemplo: o salteador tentava entrar na tenda de alguém rasgando o tecido com sua espada. A barreira da tenda e a parede de uma casa são expressões de negação, bem como a porta fechada, ou seja, NÃO ENTRE.
Ao efetuar uma ação contra um NÃO, desrespeitando-o, o salteador se expõe às consequências funestas. Ele está indo contra uma Autoridade lícita.
Conclusão
A propaganda iniciada principalmente após os anos 70, em busca da liberdade, e da "evitação" do NÃO, procurando "coisas mais positivas", simplesmente provocou o desgaste do sentido de autoridade, constatado nas escolas, entre os jovens, e depois entre os nossos políticos atuais, oriundos daquela época (hoje eles correspondem à faixa etária dos 35 aos 50 anos), que chegaram ao poder, sem saber qual o sentido real de Autoridade.
Se fossemos tentar chegar às suas raízes, começaríamos por coisas bobas como:
É o contrário do SIM;
É o opositor;
É o maior incômodo;
É a negação de algo;
Deveríamos substituir o NÃO por "algo mais construtivo".
Isto tudo é uma bobagem, pois é fruto do senso comum e pensamento superficial.
A origem do NÃO
O NÃO não existiria, sem a pré-existência de uma Autoridade. Se alguém tem o poder de negar algo, com propriedade, provavelmente tem um conhecimento ligeiramente superior ou muito superior ao que é negado em suas intenções.
Hoje, nesta sociedade "um pouco" decadente, a negativa passou também a vir de uma fonte ilícita: representantes que tem o cargo obtido por meio de dinheiro ou política. Mas deixaremos este aspecto corrupto da Autoridade e explorar as suas raízes verdadeiramente decentes.
O primeiro NÃO veio dos véus colocados nos cômodos, se assim podemos dizer, das tendas. O local onde ficava o casal, ou as virgens, era resguardado dos olhares de terceiros. Era o pudor da nudez já em seus primórdios de conduta moral.
Aqui temos o maior segredo do NÃO: a sua associação com o OLHAR.
O que tem demais olhar a nudez, já que é natural ?
A Nudez
A Nudez é o "desvendamento da roupa original do indivíduo". Se o ser humano não tiver ABSOLUTAMENTE NADA, ele terá a sua Nudez como o seu PRIMEIRO PATRIMÔNIO Portanto, o respeito e o resguardo da Nudez é o resguardo do PRIMEIRO PATRIMÔNIO. O corpo, como habitação de nossa alma, é o nosso PRIMEIRO IMÓVEL.
Na intimidade do casal, um dá a conhecer ao outro a sua Nudez, numa concordância de compartilhamento de seus Patrimônios, pois o corpo de um se torna também do outro.
Voltemos ao Primeiro Imóvel do ser.
Nós, a raça humana, planejamos todas as nossas moradas com uma porta. As tendas dos primeiros nômades possuía um véu em sua entrada. Até os índios fazem uma porta mais baixa e estreita na entrada de suas casas comunitárias. Este véu é uma Porta, algo de mais fácil entendimento para nossa sociedade do que o pedaço de pano usado pelos antigos.
A porta
A porta é um dois símbolos da dualidade SIM e NÃO. Aberta é o SIM (entre), fechada é o NÃO (não entre, proibido). Jesus, o filho de Deus, foi tão longe em sua definição que disse:
EU SOU A PORTA (Porta para a vida eterna)
Em eletrônica digital, os pesquisadores e engenheiros chegaram ao armazenamento e processamento de informações simplesmente indo ao aspecto mais radical que estamos explicando aqui: uma unidade de informação pode ser zero (Não - falso - desligado) ou um (Sim - verdadeiro - ligado). Ou seja, se quisermos ir ao fundo filosófico da informação digital, teremos que ela é uma coleção de verdades e de falsidades.
Ligado e desligado
Falando da unidade de informação digital, temos dois estados, observados em todas as máquinas que o homem faz, mas também em algo mais profundo. Quando colocamos uma máquina para funcionar, nós a ligamos. Quando uma Autoridade dá uma ordem, ligando um evento ou processo, ela está dando um sinal de SIM para que algo seja FEITO. É a ordem de INÍCIO. Em uso de metáfora, poderíamos dizer que FOI ABERTA A PORTA. O mesmo acontece com as empresas no início de cada dia: as Portas são abertas para a entrada dos clientes.
A Autoridade
A Autoridade vem através da ordem: ordem para abrir a PORTA, para COMEÇAR, para INICIAR alguma coisa. Ela é sempre confundida, pelos anarquistas e insatisfeitos, com o NÃO. A Autoridade é que tem a atribuição (não diremos poder) de assinar, de INICIAR. Quando se diz assinatura, prefira dizer início. Assinatura é só o momento marcado em que algo foi iniciado. Em si ela só é uma marca no papel.
E, olhando pelo lado do INÍCIO, a Autoridade se parece mais com o SIM, do que com o NÃO. As negações procedem somente (fora do sentido corrompido de Autoridade alcançada por corrupção) de tentativas de se agredir a moral. Exemplo: o salteador tentava entrar na tenda de alguém rasgando o tecido com sua espada. A barreira da tenda e a parede de uma casa são expressões de negação, bem como a porta fechada, ou seja, NÃO ENTRE.
Ao efetuar uma ação contra um NÃO, desrespeitando-o, o salteador se expõe às consequências funestas. Ele está indo contra uma Autoridade lícita.
Conclusão
A propaganda iniciada principalmente após os anos 70, em busca da liberdade, e da "evitação" do NÃO, procurando "coisas mais positivas", simplesmente provocou o desgaste do sentido de autoridade, constatado nas escolas, entre os jovens, e depois entre os nossos políticos atuais, oriundos daquela época (hoje eles correspondem à faixa etária dos 35 aos 50 anos), que chegaram ao poder, sem saber qual o sentido real de Autoridade.
segunda-feira, 15 de julho de 2013
Tradição Oral, a cultura negra / africana e a Credibilidade
Você ama a Verdade ? "Mas o que é a Verdade ?", perguntavam os gregos. Verdade é, pelo menos, O QUE JÁ ACONTECEU, DO JEITO QUE ACONTECEU, pois não pode ser mais alterado.
Os fatos que já aconteceram
O que aconteceu se convencionou colocar "esticado" no que nós humanos conhecemos por CRONOLOGIA (o tempo da sequência das ações, pois queremos dar a ideia real de tempo, por isto não dissemos "a sequência das ações no tempo", pois o TEMPO realmente não é coisa viva, com existência própria).
A TRADIÇÃO ORAL (narrativas e costumes armazenados na memória de um grupo humano) estabeleceu esta Cronologia principalmente apoiada em LISTAS ou GERAÇÕES humanas.
Aqui cabe um pequeno parêntese, pois temos que especificar a quem pertencem as gerações listadas. Voltemos nossa razão e visão para as ...
Tribos e Clãs
Em primcípio, não havia uma Sociedade, e nem tão pouco o Estado. Existia a FAMÍLIA. Quando se conseguia atingir a convivência de três gerações, tínhamos então uma TRIBO. Quando esta absorvia Agregados de fora das famílias da Tribo, formava-se um CLÃ. Da formação dos Clãs sobrevieram disputas por ambições de poder.
Mas a ORDEM exigia um LÍDER, e fruto do mais puro pensamento inconsciente, o membro MAIS VELHO assumia este papel. E é deste Mais Velho que se enumerava as gerações da Tribo e do Clã.
.Esta é a primeira Verdade Visceral do homem: a Genealogia. A Bíblia, em seu primeiro livro, assim o fez, e valoriza um Valor que se repete e se legitima a partir dos costumes observados nos levantamentos efetuados pela UNESCO entre os grupos africanos. Não é coisa nova, e nem conclusão impressionante, e sim algo que acontece naturalmente.
A força deste VALOR TRIBAL é tão forte que existe uma cadeia lógica dentro dos inumeráveis grupos humanos da África:
O africanista brasileiro Alberto Costa e Silva, em uma de suas vivências como embaixador na Nigéria, conta, em palestra organizada pela Companhia das Letras (editora), que um de seus subordinados da embaixada se ausentou do trabalho por um período que se pode perceber. Então ele perguntou a um funcionário o que era feito do subordinado, que não estava vindo trabalhar. Este funcionário, africano, lhe respoindeu:
"Ele foi se tornar um deus. O pai, chefe de uma tribo do interior morreu, e os seus familiares lhe cobraram esta responsabilidade, e ele foi".
Ou seja, aquele pai era o "deus" da Tribo. Na sua falta, pela genealogia, o filho tinha que assumir o lugar do pai, pela razão principal de que, na falta do chefe, eles perderam o contato com o deus da Tribo. Algo deste tipo é sensacional, pois demonstra uma face dos cultos antigos e da adoção de divindades, bem como sua forma de relacionamento com os humanos.
No Brasil, deu-se um fenômeno "sui generis" em relação aos deuses africanos e a este caráter local. Os conhecidos deuses do Candomblé de tribais, passaram a deuses globais, pois os agrupamentos maioritários, escravizados, trouxeram o seu deus Tribal, e os demais indivíduos, membros arrancados de seus grupos originais, adotaram os deuses do grupo mais numeroso. Foi a primeira corrupção do sentido do deus Tribal, deflagrada pelo elemento pernóstico europeu.
A cronologia Oral
A enumeração dos ancestrais, que no caso africano se aproxima de uma genealogia de deuses (você ocidental, pode estar achando que são simplesmente os pais de cada família), se fazia de forma sonora e ritmada, como numa cantoria rimada, para que pudesse ser firmemente decorada.
Numa sociedade sem escrita, a memória se desenvolve de maneira prodigiosa. Estas genealogias são cantadas para os meninos, e eles as repetem incansavelmente, tantos nas reuniões periódicas, quanto durante o seu dia de brincadeiras.
Particularmente entre os negros, esta capacidade aflora em seus três estilos de linha musical, bem conhecidos: o Blues, o Happy e o Funk. No Funk e no Happy, o elemento narrativo fica evidente. O impressionante é ter sobrevivido no inconsciente dos negros até hoje. O Blues, que tem sua origem nos campos de algodão dos estados sulistas americanos, é uma manifestação que evidencia este elemento, como um lamento narrativo das agruras dos negros em sua labuta forçada.
O caso Bíblico
No caso das genealogias bíblicas, fica bem clara a diferenciação do povo hebreu em relação aos povos vizinhos. Eles NUNCA COLOCAVAM UMA PESSOA NO LUGAR DE DEUS, quem falava por Deus eram os profetas, que não eram chefes nem nada, mas eram respeitados. E isto é fantástico em sua pureza, em mostrar que existiam homens que sabiam separar as coisas. Os próprios profetas nomeavam os CHEFES, e isto é fantástico mais uma vez. Quem disse ao povo hebreu para não copiar os povos vizinhos. Por que foram os únicos ?
Conclusão
Estes argumentos mostram a força da Tradição Oral, não só mpelos mecanismos naturais e humanos envolvidos e evidenciados, mas pela sua associação a elementos das raízes dos grupos humanos. Entendendo as primeiras sublimações construídas pelos homens da divindade, podemos entender sua busca por ela, e pretender entender como Deus se relaciona com o Homem. Isto se pode explorar através da História Universal Completa, ou seja, sem a maquiagem distorcedora dos ocidentais racistas, e sem a desvalorização promovida em favor de registros escritos, e em detrimento da valorosa Tradição Oral
_____________________________________________________________________
Leia mais em História da África (8 volumes) editado pela UNESCO, Volume I, Capítulo 7 de J. Vansina.
Os fatos que já aconteceram
O que aconteceu se convencionou colocar "esticado" no que nós humanos conhecemos por CRONOLOGIA (o tempo da sequência das ações, pois queremos dar a ideia real de tempo, por isto não dissemos "a sequência das ações no tempo", pois o TEMPO realmente não é coisa viva, com existência própria).
A TRADIÇÃO ORAL (narrativas e costumes armazenados na memória de um grupo humano) estabeleceu esta Cronologia principalmente apoiada em LISTAS ou GERAÇÕES humanas.
Aqui cabe um pequeno parêntese, pois temos que especificar a quem pertencem as gerações listadas. Voltemos nossa razão e visão para as ...
Tribos e Clãs
Em primcípio, não havia uma Sociedade, e nem tão pouco o Estado. Existia a FAMÍLIA. Quando se conseguia atingir a convivência de três gerações, tínhamos então uma TRIBO. Quando esta absorvia Agregados de fora das famílias da Tribo, formava-se um CLÃ. Da formação dos Clãs sobrevieram disputas por ambições de poder.
Mas a ORDEM exigia um LÍDER, e fruto do mais puro pensamento inconsciente, o membro MAIS VELHO assumia este papel. E é deste Mais Velho que se enumerava as gerações da Tribo e do Clã.
.Esta é a primeira Verdade Visceral do homem: a Genealogia. A Bíblia, em seu primeiro livro, assim o fez, e valoriza um Valor que se repete e se legitima a partir dos costumes observados nos levantamentos efetuados pela UNESCO entre os grupos africanos. Não é coisa nova, e nem conclusão impressionante, e sim algo que acontece naturalmente.
A força deste VALOR TRIBAL é tão forte que existe uma cadeia lógica dentro dos inumeráveis grupos humanos da África:
Família => LinhagemO chefe era considerado o intermediário entre o Clã e o deus LOCAL (o deus pertencia ao Clã), a tal ponto que ele mesmo era considerado um deus.
Linhagem => Clã
Clã => Estado
Estado => Chefe
Chefe => deus
O africanista brasileiro Alberto Costa e Silva, em uma de suas vivências como embaixador na Nigéria, conta, em palestra organizada pela Companhia das Letras (editora), que um de seus subordinados da embaixada se ausentou do trabalho por um período que se pode perceber. Então ele perguntou a um funcionário o que era feito do subordinado, que não estava vindo trabalhar. Este funcionário, africano, lhe respoindeu:
"Ele foi se tornar um deus. O pai, chefe de uma tribo do interior morreu, e os seus familiares lhe cobraram esta responsabilidade, e ele foi".
Ou seja, aquele pai era o "deus" da Tribo. Na sua falta, pela genealogia, o filho tinha que assumir o lugar do pai, pela razão principal de que, na falta do chefe, eles perderam o contato com o deus da Tribo. Algo deste tipo é sensacional, pois demonstra uma face dos cultos antigos e da adoção de divindades, bem como sua forma de relacionamento com os humanos.
No Brasil, deu-se um fenômeno "sui generis" em relação aos deuses africanos e a este caráter local. Os conhecidos deuses do Candomblé de tribais, passaram a deuses globais, pois os agrupamentos maioritários, escravizados, trouxeram o seu deus Tribal, e os demais indivíduos, membros arrancados de seus grupos originais, adotaram os deuses do grupo mais numeroso. Foi a primeira corrupção do sentido do deus Tribal, deflagrada pelo elemento pernóstico europeu.
A cronologia Oral
A enumeração dos ancestrais, que no caso africano se aproxima de uma genealogia de deuses (você ocidental, pode estar achando que são simplesmente os pais de cada família), se fazia de forma sonora e ritmada, como numa cantoria rimada, para que pudesse ser firmemente decorada.
Numa sociedade sem escrita, a memória se desenvolve de maneira prodigiosa. Estas genealogias são cantadas para os meninos, e eles as repetem incansavelmente, tantos nas reuniões periódicas, quanto durante o seu dia de brincadeiras.
Particularmente entre os negros, esta capacidade aflora em seus três estilos de linha musical, bem conhecidos: o Blues, o Happy e o Funk. No Funk e no Happy, o elemento narrativo fica evidente. O impressionante é ter sobrevivido no inconsciente dos negros até hoje. O Blues, que tem sua origem nos campos de algodão dos estados sulistas americanos, é uma manifestação que evidencia este elemento, como um lamento narrativo das agruras dos negros em sua labuta forçada.
O caso Bíblico
No caso das genealogias bíblicas, fica bem clara a diferenciação do povo hebreu em relação aos povos vizinhos. Eles NUNCA COLOCAVAM UMA PESSOA NO LUGAR DE DEUS, quem falava por Deus eram os profetas, que não eram chefes nem nada, mas eram respeitados. E isto é fantástico em sua pureza, em mostrar que existiam homens que sabiam separar as coisas. Os próprios profetas nomeavam os CHEFES, e isto é fantástico mais uma vez. Quem disse ao povo hebreu para não copiar os povos vizinhos. Por que foram os únicos ?
Conclusão
Estes argumentos mostram a força da Tradição Oral, não só mpelos mecanismos naturais e humanos envolvidos e evidenciados, mas pela sua associação a elementos das raízes dos grupos humanos. Entendendo as primeiras sublimações construídas pelos homens da divindade, podemos entender sua busca por ela, e pretender entender como Deus se relaciona com o Homem. Isto se pode explorar através da História Universal Completa, ou seja, sem a maquiagem distorcedora dos ocidentais racistas, e sem a desvalorização promovida em favor de registros escritos, e em detrimento da valorosa Tradição Oral
_____________________________________________________________________
Leia mais em História da África (8 volumes) editado pela UNESCO, Volume I, Capítulo 7 de J. Vansina.
sexta-feira, 5 de julho de 2013
Tradição Oral, Sociedade Organizada, Preconceitos e Símbolos
Se você quiser viver neste Novo Mundo, em que o conhecimento aumentou, pois a verdade veio à tona, prepare-se para abandonar antigas Formas de Pensamento, Ditados do Tempo da Vovó, e Resquícios e Vícios da perniciosa Colonização Ocidental.
Mundo Ocidental
O Mundo Africano
Mas o mais inadmissível para o homem ocidental é ter que aceitar, pelo seu preconceito, que a África tenha sido berço de sociedades organizadas. O Mundo Ocidental é preconceituoso e claramente racista. Se já aprendeu a esconder o racismo de cor da pele, o homem ocidental é racista no que tange às suas origens. Em outras palavras, ele diz para si mesmo:
"Sou originário do Pensamento Ocidental, portanto sou melhor que qualquer outro povo".
E sabe por que se mantém no homem ocidental este preconceito ? Devido justamente à maior invenção humana: A Escrita. E qual é a mecânica conceitual deste preconceito ? Os Historiadores Ocidentais convencionaram que somente Registros Escritos tem validade. Os historiadores desprezam tradições orais e o conteúdo narrativo dos rituais dos povos, para eles, inferiores. Mas vamos procurar os argumentos que invalidam a visão dos historiadores na recentemente levantada ...
História da África
O preconceito é tão útil, que dois autores, Charles Murray e Richard Herrnstein publicaram o livro "The bell curve", afirmando que o QI dos brancos é superior ao dos negros.Isto em 1994, portanto incompatível com o nosso mundo moderno, não digo tolerante, mas em busca do fim de paixões racistas. O segundo autor tem origem alemã, e não estranhamos, pois conhecendo uma árvore, conhecemos seus frutos. Lamentável.
Mas então entra a UNESCO, num esforço étnico-cultural, em nome da luta pela verdade e contra o preconceito. A ela se aliaram os historiadores muçulmanos, aos quais muito interessa ter escrita a história da expansão da Religião de Maomé. E o mundo teme os muçulmanos que, acima da agressividade cultural e bélica, foram capazes de estabelecer o bloqueio continental que forçou a Europa a buscar novas rotas comerciais no século XV, trazendo a descoberta do Brasil.
Os teóricos ocidentais procuravam explicar o nascimento e domínio do Império Egípcio usando o Deserto do Saara como determinante geográfico, que fez com que o Norte da África ficasse mais em contato com o Mundo Mediterrâneo e, portanto, com a cultura Greco-Romana (Européia). Existem historiadores e comentaristas que insistem em dizer que os faraós e os egípcios eram todos de pele branca. E sabemos, pelos registros históricos, e pelas estátuas, que houve faraós negros, e que a população Núbia, ambas de pele negra, e mesmo povos mais ao sul da África, se encontrava misturada aos ditos Egípcios puros.
Mas quais são as evidências da existência de uma Estrutura Social mais ao Centro e no Sul da África ? A resposta é:
A Tradição Oral
A Civilização Ocidental é muito criativa em se falando de conceitos exclusivistas e, portanto, racistas. Para supervalorizar os Registros Escritos, ela cunhou um ditado popular em que a maioria das pessoas acredita:
Quem conta um Conto, acrescenta um Ponto.
E, de acordo com o teórico propagandista nazista Goebbels, quanto mais uma mentira é repetida, mais ela vai se tornando verdade. Esta expressão foi cunhada para enfraquecer tradições antigas, ou mesmo documentos de povos que a Civilização Ocidental quisesse excluir do rol dos civilizados.
As coisas mudaram tanto, que a UNESCO foi atrás das tradições orais para levantar a História da África e das nossas raízes culturais ocidentais, pois é forte a hipótese que o homem tem a sua origem na África Oriental, baseada em regressão da genotipia humana (ver a Conferência "O Genoma Humano e a África", ocorrida de 19 a 22 de março de 2003).
Ora, se dali provém a raça humana, e não existem Registros Escritos, a UNESCO deduziu da maneira certa: procura-se as respostas na Tradição Oral. Você não acha um arquivo organizado numa cabana de uma tribo remota da África. A partir de hoje, então, esqueça o ditado da vovó, que se acostumou a repetir o de sua bisavó, e assim por diante, numa cadeia infindável de propagação da ignorância e preconceito.
Os etnólogos (estudiosos da origem das etnias) também contribuíram para a desvalorização da Tradição Oral, seguindo o exemplo de Beidelman (professor de Antropologia na Universidade de Oxford, e autor de pelo menos 6 livros na área), bem como os sociólogos funcionalistas. Para Beidelman, as tradições narrativas são a expressão cognitiva do mundo, que sustentam o pensamento a priori do homem. Segundo esta ideia, TODOS nós já teríamos uma pré-ciência em nosso raciocínio inconsciente, de que existiu um Dilúvio, que as doenças são produzidas pelo mal, que existe uma verdade alicerce da vida, que existe uma partícula fundamental de onde vieram todas as outras, e que existe um só Deus Criador. Mas, pelo contrário, encontramos mais ateus do que crentes, mais pessoas que não creem no mal, etc.
Imagine então, que se fosse assim, TODOS os livros de História passariam para o rol dos livros de Mitologia.
A Escrita
A escrita trouxe inumeráveis efeitos benéficos à humanidade, porém só um efeito foi danoso: o não cultivo do exercício da memória. A oralidade obrigava (e ainda obriga alguns povos) à adoção de estratégias fonéticas e de métrica, que possibilitavam a memorização de genealogias, rituais e de verdadeiras epopeias (como a Ramayana e a Mahabharata indianas), para manter uma sociedade coesa.
De acordo com o o levantamento feito para a UNESCO escrever a História da África levou à uma conclusão contraditória:
"Em uma Sociedade que adota a escrita, somente as memórias de MENOR IMPORTÂNCIA são deixadas para a Tradição. O que é considerado MAIS IMPORTANTE é Escrito".
Esta ciência tem dominado a Sociedade Ocidental, em trabalhos medíocres, em revisionismos que duvidam da existência de personagens citados incansavelmente pelos nativos de grupos humanos, mas ignorados, pois não tem os seus nomes registrados nos livros que os historiadores preguiçosos esperam encontrar prontos. Um dia duvidarão da existência de Nero, Ulisses, Lincoln, Kennedy e outros.
Os historiadores das Sociedades letradas inverteram o significado das Tradições Orais e Rituais (expressão mais palpável de um grupo humano) dos povos cuja história analisaram, encarando estas Tradições e Rituais como Contos de Fadas ou Fantasias ou espetáculos pitorescos, esquecendo que aquilo ali não nasceu a toa, mas se liga fortemente a algo muito mais profundo da mente humana:
Os Símbolos
Segundo Freud, o maior expoente da psicologia, os símbolos são os CONTEÚDOS CONSCIENTES que nos dão uma chave para o SUBSTRATO INCONSCIENTE.
As tradições
A Tradição Oral
O caso da Bíblia
Conclusão
Do estudo das sociedades africanas, com pouquíssimas fontes escritas, a cadeia histórica está sendo feita daquilo que os historiadores mais odeiam em dar crédito: a Tradição Oral. E esta está sendo considerada mais pura, mais representativa dos símbolos e tradições de um povo do que os registros escritos.
Mundo Ocidental
Já tem sido percebido que a Civilização Ocidental se achava e ainda se acha digna de ser chamada de Primeira Civilização no sentido da palavra. Se os historiadores e mestres, reforçados pelos autores de credibilidade, afirmam que nossos principais valores sócio-políticos vieram da Grécia e de Roma, toda a multidão diz "amém". A grande conspiração desde tempos imemoriais mantém e reforça esta crença. Mas não é assim de forma alguma.
Temos agora nossos olhos abertos para o Mundo do Oriente, em que frotas de navios tinham embarcações do tamanho de um campo de futebol, armas utilizando pólvora, como lança granadas, mísseis rústicos mas dntro do conceito, e de comprovada eficácia. Ai do mundo grego ou romano, se tivesse entrado em confronto com os Chineses. O próprio Shakespeare copiou suas tragédias de contos chineses.
O Mundo Africano
Mas o mais inadmissível para o homem ocidental é ter que aceitar, pelo seu preconceito, que a África tenha sido berço de sociedades organizadas. O Mundo Ocidental é preconceituoso e claramente racista. Se já aprendeu a esconder o racismo de cor da pele, o homem ocidental é racista no que tange às suas origens. Em outras palavras, ele diz para si mesmo:
"Sou originário do Pensamento Ocidental, portanto sou melhor que qualquer outro povo".
E sabe por que se mantém no homem ocidental este preconceito ? Devido justamente à maior invenção humana: A Escrita. E qual é a mecânica conceitual deste preconceito ? Os Historiadores Ocidentais convencionaram que somente Registros Escritos tem validade. Os historiadores desprezam tradições orais e o conteúdo narrativo dos rituais dos povos, para eles, inferiores. Mas vamos procurar os argumentos que invalidam a visão dos historiadores na recentemente levantada ...
História da África
O preconceito é tão útil, que dois autores, Charles Murray e Richard Herrnstein publicaram o livro "The bell curve", afirmando que o QI dos brancos é superior ao dos negros.Isto em 1994, portanto incompatível com o nosso mundo moderno, não digo tolerante, mas em busca do fim de paixões racistas. O segundo autor tem origem alemã, e não estranhamos, pois conhecendo uma árvore, conhecemos seus frutos. Lamentável.
Mas então entra a UNESCO, num esforço étnico-cultural, em nome da luta pela verdade e contra o preconceito. A ela se aliaram os historiadores muçulmanos, aos quais muito interessa ter escrita a história da expansão da Religião de Maomé. E o mundo teme os muçulmanos que, acima da agressividade cultural e bélica, foram capazes de estabelecer o bloqueio continental que forçou a Europa a buscar novas rotas comerciais no século XV, trazendo a descoberta do Brasil.
Os teóricos ocidentais procuravam explicar o nascimento e domínio do Império Egípcio usando o Deserto do Saara como determinante geográfico, que fez com que o Norte da África ficasse mais em contato com o Mundo Mediterrâneo e, portanto, com a cultura Greco-Romana (Européia). Existem historiadores e comentaristas que insistem em dizer que os faraós e os egípcios eram todos de pele branca. E sabemos, pelos registros históricos, e pelas estátuas, que houve faraós negros, e que a população Núbia, ambas de pele negra, e mesmo povos mais ao sul da África, se encontrava misturada aos ditos Egípcios puros.
Mas quais são as evidências da existência de uma Estrutura Social mais ao Centro e no Sul da África ? A resposta é:
A Tradição Oral
A Civilização Ocidental é muito criativa em se falando de conceitos exclusivistas e, portanto, racistas. Para supervalorizar os Registros Escritos, ela cunhou um ditado popular em que a maioria das pessoas acredita:
Quem conta um Conto, acrescenta um Ponto.
E, de acordo com o teórico propagandista nazista Goebbels, quanto mais uma mentira é repetida, mais ela vai se tornando verdade. Esta expressão foi cunhada para enfraquecer tradições antigas, ou mesmo documentos de povos que a Civilização Ocidental quisesse excluir do rol dos civilizados.
As coisas mudaram tanto, que a UNESCO foi atrás das tradições orais para levantar a História da África e das nossas raízes culturais ocidentais, pois é forte a hipótese que o homem tem a sua origem na África Oriental, baseada em regressão da genotipia humana (ver a Conferência "O Genoma Humano e a África", ocorrida de 19 a 22 de março de 2003).
Ora, se dali provém a raça humana, e não existem Registros Escritos, a UNESCO deduziu da maneira certa: procura-se as respostas na Tradição Oral. Você não acha um arquivo organizado numa cabana de uma tribo remota da África. A partir de hoje, então, esqueça o ditado da vovó, que se acostumou a repetir o de sua bisavó, e assim por diante, numa cadeia infindável de propagação da ignorância e preconceito.
Os etnólogos (estudiosos da origem das etnias) também contribuíram para a desvalorização da Tradição Oral, seguindo o exemplo de Beidelman (professor de Antropologia na Universidade de Oxford, e autor de pelo menos 6 livros na área), bem como os sociólogos funcionalistas. Para Beidelman, as tradições narrativas são a expressão cognitiva do mundo, que sustentam o pensamento a priori do homem. Segundo esta ideia, TODOS nós já teríamos uma pré-ciência em nosso raciocínio inconsciente, de que existiu um Dilúvio, que as doenças são produzidas pelo mal, que existe uma verdade alicerce da vida, que existe uma partícula fundamental de onde vieram todas as outras, e que existe um só Deus Criador. Mas, pelo contrário, encontramos mais ateus do que crentes, mais pessoas que não creem no mal, etc.
Imagine então, que se fosse assim, TODOS os livros de História passariam para o rol dos livros de Mitologia.
A Escrita
A escrita trouxe inumeráveis efeitos benéficos à humanidade, porém só um efeito foi danoso: o não cultivo do exercício da memória. A oralidade obrigava (e ainda obriga alguns povos) à adoção de estratégias fonéticas e de métrica, que possibilitavam a memorização de genealogias, rituais e de verdadeiras epopeias (como a Ramayana e a Mahabharata indianas), para manter uma sociedade coesa.
De acordo com o o levantamento feito para a UNESCO escrever a História da África levou à uma conclusão contraditória:
"Em uma Sociedade que adota a escrita, somente as memórias de MENOR IMPORTÂNCIA são deixadas para a Tradição. O que é considerado MAIS IMPORTANTE é Escrito".
Esta conclusão contraria completamente o conceito e crença de Beidelman, que orientou tantos estudiosos das ciências sociais, pois TODA a informação cognitiva inconsciente seria lembrada, seguindo seu princípio, coisa que não acontece, pois o que mais se observa é o esquecimento das origens das tradições pela maioria dos povos. Até a origem da língua não seria perdida. O único contra-exemplo é o hebraico.
Os grupos humanos e sociedades que não se organizaram em um Estado se expressam segundo suas tradições. Assistimos os seus ritos e não os compreendemos. Como são Tradições. não existem registros escritos para nos informarmos acerca deles. Alguém que conheça a língua de um grupo particular, bem como a de quem assiste, precisa explicar para este último. Mas para conhecer a língua do grupo, tem que conviver com ele.
Portanto, quem escreve, como muitos historiadores e comentaristas, a respeito de um povo, não pode fazê-lo à custa de observações precipitadas, de uns poucos meses, mas só a partir de alguns anos de convivência. E a coisa piora quando não existe nada escrito. E mais. Os historiadores, até recentemente, SÓ DERAM CRÉDITO AO QUE ESTAVA ESCRITO a respeito dos diversos grupos humanos com os quais tomaram contato. Levavam os documentos para os seus gabinetes, e ali decidiram o que achar de cada povo em particular. É a ciência do ...
Os grupos humanos e sociedades que não se organizaram em um Estado se expressam segundo suas tradições. Assistimos os seus ritos e não os compreendemos. Como são Tradições. não existem registros escritos para nos informarmos acerca deles. Alguém que conheça a língua de um grupo particular, bem como a de quem assiste, precisa explicar para este último. Mas para conhecer a língua do grupo, tem que conviver com ele.
Portanto, quem escreve, como muitos historiadores e comentaristas, a respeito de um povo, não pode fazê-lo à custa de observações precipitadas, de uns poucos meses, mas só a partir de alguns anos de convivência. E a coisa piora quando não existe nada escrito. E mais. Os historiadores, até recentemente, SÓ DERAM CRÉDITO AO QUE ESTAVA ESCRITO a respeito dos diversos grupos humanos com os quais tomaram contato. Levavam os documentos para os seus gabinetes, e ali decidiram o que achar de cada povo em particular. É a ciência do ...
ACHISMO
Esta ciência tem dominado a Sociedade Ocidental, em trabalhos medíocres, em revisionismos que duvidam da existência de personagens citados incansavelmente pelos nativos de grupos humanos, mas ignorados, pois não tem os seus nomes registrados nos livros que os historiadores preguiçosos esperam encontrar prontos. Um dia duvidarão da existência de Nero, Ulisses, Lincoln, Kennedy e outros.
Os historiadores das Sociedades letradas inverteram o significado das Tradições Orais e Rituais (expressão mais palpável de um grupo humano) dos povos cuja história analisaram, encarando estas Tradições e Rituais como Contos de Fadas ou Fantasias ou espetáculos pitorescos, esquecendo que aquilo ali não nasceu a toa, mas se liga fortemente a algo muito mais profundo da mente humana:
Os Símbolos
Segundo Freud, o maior expoente da psicologia, os símbolos são os CONTEÚDOS CONSCIENTES que nos dão uma chave para o SUBSTRATO INCONSCIENTE.
Dominar estes conteúdos permite ao homem entender as suas origens de raciocínio e curar as suas angústias, as vezes tão simples como o problema do SÓ EXISTIR. Consultórios de psicologia estão repletos de pacientes, bem como as prateleiras de drogarias estão repletas dos "tarja preta", pela nossa falta de domínio sobre nossos Símbolos Internos.
Consolidando as mais modernas conceituações, o Símbolo é QUALQUER FORMAÇÃO SUBSTITUTIVA, ou que se distingue pela constância da relação entre uma coisa e AQUILO QUE ELA REPRESENTA em vários contextos: mito, religião, folclore, linguagem, etc.
As tradições
Uma Tradição é um símbolo de um povo, na medida em que lhe estabelece um alicerce de valores e ideias que mantém este povo unido, com as consciências e arcabouços psicológicos estáveis. Estas ideias e valores são como um BRASÃO IMPRESSO EM SEUS CORAÇÕES. Toda Tradição tem um fundo ou total conteúdo de verdade ou reflexo de algo coletivamente inconsciente, pois INEGAVELMENTE SURGIU E FOI REGISTRADA, mesmo parecendo, em seu conteúdo, a mais absurda possível à primeira vista.
Se algo parece surgir do NADA, na mente do indivíduo, é porque antes residia em seu INCONSCIENTE.
Já as interpretações, de quem é alheio à tradição, por nascerem de inferências com conteúdos que não fazem parte do grupo humano analisado, e sim de RELAÇÕES DIVERSAS. É como um não muçulmano interpretar o modus vivendi de alguém que é muçulmano, é como um não cristão interpretar a fé de um cristão, é como um leigo falar de medicina, etc.
A Tradição Oral
Como uma ferramenta mantenedora da Sociedade, a Tradição precisa ser guardada. E na falta da escrita, essa precisa ser passada de pai para filho, de filho para neto, etc. E a ORALIDADE, ao contrário do que é falado (o tal "Quem conta um Conto acrescenta um Ponto"), foi e é uma ferramenta tão eficiente, que grupos humanos africanos conseguem manter suas tradições a mais de 6000 anos.
O filme "A Massai Branca", disponível em DVD e Blue-Ray, mostra o contato que uma Suiça teve com um guerreiro desta tribo nos anos 90, no Quênia. Esta tribo, enumerada no trabalho da UNESCO, continua firme em seus costumes e tradições até hoje, efetuando circuncisão em meninas (pasmem), bebendo sangue de cabras e vivendo de forma absolutamente "primitiva". A África Central esta coalhada de tribos como esta, mantendo tradições a custa do dito ineficiente método da Tradição Oral.
O caso Bíblico foi sui generis. Um grupo humano, que vivia exclusivamente da tradição oral (os hebreus e não ainda judeus), compilaram a Tradição Oral em livros escritos, compondo o Pentateuco (5 livros iniciais da Bíblia) com os escritos dos profetas, no que é chamado de Torah. Este grupo humano superou o estado de federação de tribos e evoluiu para uma Sociedade organizada, e depois (só em 1947) formou um Estado: Israel.
O povo judeu é o único que conservou suas tradições e sua história oralmente, depois registrando tudo de forma escrita. Se tomarmos um americano, por exemplo, ele tentará reconstituir sua história a partir dos ingleses, e daí até os bretões, no entanto, se tentar regredir mais, uns se dirão descendentes dos romanos, e outros dos celtas, sem determinar com precisão uma origem e uma tradição em comum.
Conclusão
Do estudo das sociedades africanas, com pouquíssimas fontes escritas, a cadeia histórica está sendo feita daquilo que os historiadores mais odeiam em dar crédito: a Tradição Oral. E esta está sendo considerada mais pura, mais representativa dos símbolos e tradições de um povo do que os registros escritos.
quinta-feira, 27 de junho de 2013
A Liberdade, a excessiva Legalização, Valores e Domínio Próprio
O momento desta Revolução Constitucional Brasileira, neste ano de 2013, a ser escrito em futuro próximo nos livros de História do Brasil, com mais destaque do que o Diretas Já dos anos 80, é o ideal para discutirmos a associação entre estes quatro fatores humanos e políticos:
Comecemos com a ...
Liberdade
No entender a nível bem infantil, Liberdade seria "fazer tudo o que se quer, onde quiser, com quem quiser, onde for e na hora que bem querer". Vamos ver como é isto realmente. Se assim o fosse, você ou outra pessoa poderia ser vítima do outro, pois sendo este último "tão livre quanto você", a parte da definição que diz "com quem quiser" poderia se referir à sua pessoa, e talvez você pudesse não gostar. É justamente, a princípio, esta relação do QUEM, a mais provavelmente conflituosa. Para evitar os CONFLITOS DO QUEM (como vamos denominar), foi que se desenvolveu a ...
Legalização
Vamos prosseguir. Foi naturalmente, e em função do QUEM, que se desenvolveu a doutrina do Direito, que gerou as Leis desde a antiguidade oriental, a partir das civilizações mesopotâmicas. Estas leis vieram consolidando os usos e costumes naturais de aglomerados humanos em códigos escritos. Nelas se encontra um pouco do registro do que é natural no sentido humano e do convívio de pessoas como nós, ressalvadas as diferenças nos aspectos tecnológicos e de evolução das relações humanas em função destes.
O Brasil já tem uma das constituições mais extensas do mundo. A americana tem apenas 13 páginas, no entanto nela já constam os mecanismos de regulamentação da eleição, coisa que é feita em separado no código eleitoral brasileiro. Aliás, uma das coisas que torna um inferno a interpretação das leis brasileiras é a tal Regulamentação. Esta, geralmente, vem muito depois da lei, com um detalhamento dos procedimentos para se aplicar essa.
Em nosso país, a sede e a fome de se colocar tudo descrito em Regulamentos, Normas e Procedimentos leva a textos repletos de brechas para duplas e as vezes triplas interpretações, coisa que possibilita, no final, colocar um preso perigoso em regime de prisão não fechado. Isto pode comprometer ...
Os Valores da Sociedade
Sendo nossa sociedade uma amálgama de nativos, colonizadores e imigrantes, abrigamos uma quantidade de culturas e, pela extensão territorial, variações linguísticas por vezes pitorescas. E nesta amálgama encontramos apenas convivência, pois não cultivamos valores de uma Nação genuína. Não temos ícones como os tem os americanos e Europeus. Aliás, cultivamos o perverso hábito de ridicularizar e destruir os ídolos, ao menor erro que estes cometam.
Os valores que uma Nação almeja ter para ser unida e estável tem que superar coisas voláteis e passageiras como jogadores de futebol e congêneres. O samba também já representou valor nacional. Uma nação, para ser forte, precisa cultuar figuras públicas de destaque, notoriamente no campo da construção política. Personagens como Marechal Deodoro, Floriano Peixoto, Garrastazu Medici, Ernesto Geisel, João Batista Figueiredo, Fernando Collor, José Sarney, Fernando Henrique e Lula ascenderam ao poder e saíram levando nas costas o ódio ou desprezo do povo.
Se procurarmos escritores, elementos do segundo escalão dos elegíveis a ídolos, poderemos ter um Machado de Assis, um Carlos Drummond de Andrade, etc. Mas apesar de muito bons, o povo não os cultua. E não o faz porque estes não tem valor ? Absolutamente. Não os cultuam porque não lhes dão o devido valor. É diferente.
Os valores do brasileiro estão fortemente inclinados ao consumo. A cultura é pouco valorizada. Alguns dirão que aqui se faz muita novela, muita música, mas estas modalidades apenas espelham o modo de viver, e não valores de uma nação. Estes são fundamentais para que os indivíduos, feitos cidadãos, possam formar o quadrilátero sólido sugerido por este artigo.
Domínio Próprio
O Domínio Próprio é a habilidade de se constituir em uma pessoa ou cidadão capaz de viver consigo mesmo e conviver com os outros harmoniosamente. Num estágio mais avançado, o indivíduo se torna capaz de realizar e conquistar qualquer coisa.
A Liberdade Plena
Muito se diz que o ser humano encontra a felicidade na Liberdade Ilimitada. O Brasileiro tem dificuldade de obedecer às leis, mas quer constranger os OUTROS a obedecê-las. Isto é sabiamente expresso no ditado:
No início do artigo falamos sobre o conflito do QUEM. Acrescente-se a isto a busca da felicidade. Ora, não existe "Liberdade Ilimitada", pois não existe Conquista ou Descoberta, já que NÃO HÁ RECOMPENSA ONDE TUDO PODE. Se entrarmos num estado do TUDO PODE, mais nada haverá a Conquistar e mais nada haverá para Descobrir.
A Conquista do Domínio Próprio
Após falar das Conquistas, acúmulo de experiências bem sucedidas na vida do indivíduo, chegamos ao Domínio Próprio, que seria o acúmulo de experiências esclarecedoras dos propósitos e sentidos mais elevados da vida humana. Conquistar este Domínio Próprio nos torna capazes de esperar por até um dia inteiro numa fila, ou executar um trabalho de paciência que todos se recusaram a fazer pela sua complexidade, que implica em longa dedicação em termos de tempo. Assim se formam os excelentes profissionais e artistas de renome, bem como empresários bem sucedidos.
As leis são regras importantes para o exercício do indivíduo no contexto social, de forma que se forme nele uma ética, precursora de algo mais profundo e pessoal, que é o Domínio Próprio.
Como verificar se uma pessoa tem este Domínio
Somente com um convívio relativamente próximo é que se pode verificar certos traços do "modus vivendi" de uma pessoa, ou através de informações confiáveis. E neste "modus vivendi" vamos avaliar se:
Estes "requisitos" se parecerem mais com aqueles de uma pessoa que não tem caráter. Quando se fala em Domínio Próprio, imaginamos que quem não o tem é aquela pessoa descontrolada, que grita, que esbraveja, que puxa os cabelos. No entanto, este é o caso de estressados, gente no limite, que talvez, por ter justamente caráter, fica indignado com aqueles que, parecendo controlados, serenos, são realmente preguiçosos, omissos, venais e desonestos.
O falto de Domínio Próprio é como um doente, calculista, psicótico, que inventa desculpas, subterfúgios e
estratégias para fugir da situação. E é justamente nesta FUGA que reside a maior evidência de sua falta de Domínio sobre si mesmo.
Obedecer ordens
O ato consciente, crítico e voluntário de obedecer ordens é resultado de um equilíbrio muito bem estabelecido entre:
É justamente outra faceta daquilo que estamos abordando aqui.
Quando se diz OBEDECER, o indivíduo SEM VALORES julga que sua LIBERDADE está sendo tolhida. A falta de conhecimento, ou se há conhecimento, a falta de poder de interpretação das leis naturais, como de convivência, de construção da sociedade, e do trabalho em grupo pode levar o indivíduo a não compreender porque alguém está mandando nele. Isto é fruto de uma falta de educação familiar ou, se ela existe, fruto da falta de Domínio Próprio, pois este indivíduo PRECISA DE UMA INTERVENÇÃO PROFUNDA EM SEU CARÁTER. Alguém como ele precisa passar por uma grande dificuldade para quebrar seu orgulho, pois as pessoas são diferentes.
Dificuldades na infância podem traumatizar ou ensinar. Já as dificuldades já quando a pessoa é adulta traumatizam menos do que ensinam. Portanto, as dificuldades, no momento certo, aumentam o Domínio Próprio, contribuindo para que a pessoa tenha facilidade para Obedecer Ordens.
Liberdade, Legalização e Domínio Próprio
Por um acaso poderíamos chamar de LIVRE um indivíduo que pode recusar a fazer qualquer coisa que se lhe manda fazer ? Antes conhecemos este tipo como desobediente ou preguiçoso. O Domínio Próprio possibilita ao indivíduo obedecer às leis, pois tem a capacidade de se submeter às ordens, regulamentos, leis e congêneres.
Mas a excessiva Legalização pretende substituir o Domínio Próprio por uma obediência forçada. O Domínio próprio, em relação aos aspectos sociais (e não criminais), não deve ser cultivado na lei, e sim numa formação proveniente da existência de valores individuais e nacionais. Existem "modus vivendi" culturais que absolutamente não tem que estar descritos e regulamentados em códigos de leis, pois desta forma estaríamos definido a cultura do povo em leis, e isto já existe no seio da Nação formada.
Se um grupo almeja a legalização de algo que SÓ ESTE GRUPO COMPREENDE, não estaremos criando uma Lei para a Maioria, princípio da Democracia, e sim agindo como Ditador. Que esta Lei valha apenas para aquele grupo, que ele forme uma Nação separada, ou adote costumes culturais próprios, coisa que não se coloca em lei, como já explicado. Ditadura também é tornar as exceções em regra, o que é um absurdo já em sua lógica visceral. É como o caso da fábula do Lobo que perde o rabo e pretendia que todos os membros do grupo cortassem aquele "membro inútil" por vontade própria.
Ao Domínio Próprio não se pode pedir que aceite um uso cultural totalmente fora da lógica de seus próprios usos, fazendo este outro uso CONSTAR DA LEI. A Lei de um país pode até mencionar coisas gerais como TOLERÂNCIA, mas não OBRIGAÇÃO em termos culturais.
Lei e escravidão
"Onde tudo é legalizado, o indivíduo se torna um escravo".
A um número pequeno de leis podemos chamar Princípios. Uma tribo vive de princípios, pois tendo tradições que vem de longa data, ninguém se sente inclinado a registrar em escrita aquilo que é plenamente conhecido por todos.
Quando as leis são muitas, os indivíduos precisam de uma memória prodigiosa, e de muita RAZÃO. E Razão e memória em excesso só serve para confundir e atrapalhar. Multiplicam-se as situações, as exceções e as numerosas e perigosas interpretações. O indivíduo se torna um escravo da constante consulta às leis escritas, e só os versados e estudiosos conseguem atingir um nível de análise da situação e seu encaixe às leis.
Os mandamentos da Bíblia
Devido à esta complexidade, no Evangelho de Mateus Jesus dá um exemplo de Princípios básicos da Lei de Deus. Perguntado a Jesus:
Mestre, qual é o grande mandamento na lei?
Eis que Ele respondeu:
E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento.
Este é o primeiro e grande mandamento.
E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.
Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.
Mateus 22:36-40
Este é um exemplo de princípio. A Bíblia contém numerosos mandamentos e estatutos, mas Jesus resumiu tudo em dois princípios básicos. Por exemplo, "não matarás", "não roubarás" e "não cometerás falso testemunho" remetem para "amar ao próximo como a ti mesmo".
Voltando à Legalização
Examinando a legislação brasileira, cujo kit básico é a Constituição, Código Civil, Código Penal, Código de
Processo Civil e Código de Processo Penal, temos um manancial de leis e regulamentações de difícil domínio, sem princípios muito resumíveis a menos de uma dezena. Se colocarmos toda nova tendência social ou costume neste kit básico, estaremos abrindo portões largos para interpretações oportunistas e as execuções da lei serão impraticáveis, devido às infinitas análises e interpretações possíveis, e teremos o caos social.
Um povo em estado de direito deve procurar compor suas leis e restringi-las, a um pequeno universo tangível de princípios fáceis de se perceber , compreender e APLICAR. As leis devem ter uma parte prática.
Conclusão
A fraca constituição deste quadrilátero no ser interno do brasileiro o fez se desviar mais facilmente da conduta adequada para a construção da Nação Brasileira.
- Liberdade;
- Legalização ampla geral e irrestrita;
- Valores da Sociedade;
- Domínio Próprio;
Comecemos com a ...
Liberdade
No entender a nível bem infantil, Liberdade seria "fazer tudo o que se quer, onde quiser, com quem quiser, onde for e na hora que bem querer". Vamos ver como é isto realmente. Se assim o fosse, você ou outra pessoa poderia ser vítima do outro, pois sendo este último "tão livre quanto você", a parte da definição que diz "com quem quiser" poderia se referir à sua pessoa, e talvez você pudesse não gostar. É justamente, a princípio, esta relação do QUEM, a mais provavelmente conflituosa. Para evitar os CONFLITOS DO QUEM (como vamos denominar), foi que se desenvolveu a ...
Legalização
Vamos prosseguir. Foi naturalmente, e em função do QUEM, que se desenvolveu a doutrina do Direito, que gerou as Leis desde a antiguidade oriental, a partir das civilizações mesopotâmicas. Estas leis vieram consolidando os usos e costumes naturais de aglomerados humanos em códigos escritos. Nelas se encontra um pouco do registro do que é natural no sentido humano e do convívio de pessoas como nós, ressalvadas as diferenças nos aspectos tecnológicos e de evolução das relações humanas em função destes.
O Brasil já tem uma das constituições mais extensas do mundo. A americana tem apenas 13 páginas, no entanto nela já constam os mecanismos de regulamentação da eleição, coisa que é feita em separado no código eleitoral brasileiro. Aliás, uma das coisas que torna um inferno a interpretação das leis brasileiras é a tal Regulamentação. Esta, geralmente, vem muito depois da lei, com um detalhamento dos procedimentos para se aplicar essa.
Em nosso país, a sede e a fome de se colocar tudo descrito em Regulamentos, Normas e Procedimentos leva a textos repletos de brechas para duplas e as vezes triplas interpretações, coisa que possibilita, no final, colocar um preso perigoso em regime de prisão não fechado. Isto pode comprometer ...
Os Valores da Sociedade
Sendo nossa sociedade uma amálgama de nativos, colonizadores e imigrantes, abrigamos uma quantidade de culturas e, pela extensão territorial, variações linguísticas por vezes pitorescas. E nesta amálgama encontramos apenas convivência, pois não cultivamos valores de uma Nação genuína. Não temos ícones como os tem os americanos e Europeus. Aliás, cultivamos o perverso hábito de ridicularizar e destruir os ídolos, ao menor erro que estes cometam.
Os valores que uma Nação almeja ter para ser unida e estável tem que superar coisas voláteis e passageiras como jogadores de futebol e congêneres. O samba também já representou valor nacional. Uma nação, para ser forte, precisa cultuar figuras públicas de destaque, notoriamente no campo da construção política. Personagens como Marechal Deodoro, Floriano Peixoto, Garrastazu Medici, Ernesto Geisel, João Batista Figueiredo, Fernando Collor, José Sarney, Fernando Henrique e Lula ascenderam ao poder e saíram levando nas costas o ódio ou desprezo do povo.
Se procurarmos escritores, elementos do segundo escalão dos elegíveis a ídolos, poderemos ter um Machado de Assis, um Carlos Drummond de Andrade, etc. Mas apesar de muito bons, o povo não os cultua. E não o faz porque estes não tem valor ? Absolutamente. Não os cultuam porque não lhes dão o devido valor. É diferente.
Os valores do brasileiro estão fortemente inclinados ao consumo. A cultura é pouco valorizada. Alguns dirão que aqui se faz muita novela, muita música, mas estas modalidades apenas espelham o modo de viver, e não valores de uma nação. Estes são fundamentais para que os indivíduos, feitos cidadãos, possam formar o quadrilátero sólido sugerido por este artigo.
Domínio Próprio
O Domínio Próprio é a habilidade de se constituir em uma pessoa ou cidadão capaz de viver consigo mesmo e conviver com os outros harmoniosamente. Num estágio mais avançado, o indivíduo se torna capaz de realizar e conquistar qualquer coisa.
A Liberdade Plena
Muito se diz que o ser humano encontra a felicidade na Liberdade Ilimitada. O Brasileiro tem dificuldade de obedecer às leis, mas quer constranger os OUTROS a obedecê-las. Isto é sabiamente expresso no ditado:
O Maior Devedor é o Pior Cobrador
No início do artigo falamos sobre o conflito do QUEM. Acrescente-se a isto a busca da felicidade. Ora, não existe "Liberdade Ilimitada", pois não existe Conquista ou Descoberta, já que NÃO HÁ RECOMPENSA ONDE TUDO PODE. Se entrarmos num estado do TUDO PODE, mais nada haverá a Conquistar e mais nada haverá para Descobrir.
A Conquista do Domínio Próprio
Após falar das Conquistas, acúmulo de experiências bem sucedidas na vida do indivíduo, chegamos ao Domínio Próprio, que seria o acúmulo de experiências esclarecedoras dos propósitos e sentidos mais elevados da vida humana. Conquistar este Domínio Próprio nos torna capazes de esperar por até um dia inteiro numa fila, ou executar um trabalho de paciência que todos se recusaram a fazer pela sua complexidade, que implica em longa dedicação em termos de tempo. Assim se formam os excelentes profissionais e artistas de renome, bem como empresários bem sucedidos.
As leis são regras importantes para o exercício do indivíduo no contexto social, de forma que se forme nele uma ética, precursora de algo mais profundo e pessoal, que é o Domínio Próprio.
Como verificar se uma pessoa tem este Domínio
Somente com um convívio relativamente próximo é que se pode verificar certos traços do "modus vivendi" de uma pessoa, ou através de informações confiáveis. E neste "modus vivendi" vamos avaliar se:
- A pessoa coloca para si vários objetivos, mas não chega a nenhum deles;
- Promete coisas que não pode fazer, confiando que pessoas à sua volta farão por ela (repassador de objetivos);
- Transfere para si o crédito das idéias que outros tiveram;
- Não gosta de receber e cumprir ordens coerentes com o contexto em que está inserido;
Estes "requisitos" se parecerem mais com aqueles de uma pessoa que não tem caráter. Quando se fala em Domínio Próprio, imaginamos que quem não o tem é aquela pessoa descontrolada, que grita, que esbraveja, que puxa os cabelos. No entanto, este é o caso de estressados, gente no limite, que talvez, por ter justamente caráter, fica indignado com aqueles que, parecendo controlados, serenos, são realmente preguiçosos, omissos, venais e desonestos.
O falto de Domínio Próprio é como um doente, calculista, psicótico, que inventa desculpas, subterfúgios e
estratégias para fugir da situação. E é justamente nesta FUGA que reside a maior evidência de sua falta de Domínio sobre si mesmo.
Obedecer ordens
O ato consciente, crítico e voluntário de obedecer ordens é resultado de um equilíbrio muito bem estabelecido entre:
- Domínio Próprio;
- Liberdade;
- Reconhecimento de Leis, sejam naturais ou humanas;
- Valores do Indivíduo;
É justamente outra faceta daquilo que estamos abordando aqui.
Quando se diz OBEDECER, o indivíduo SEM VALORES julga que sua LIBERDADE está sendo tolhida. A falta de conhecimento, ou se há conhecimento, a falta de poder de interpretação das leis naturais, como de convivência, de construção da sociedade, e do trabalho em grupo pode levar o indivíduo a não compreender porque alguém está mandando nele. Isto é fruto de uma falta de educação familiar ou, se ela existe, fruto da falta de Domínio Próprio, pois este indivíduo PRECISA DE UMA INTERVENÇÃO PROFUNDA EM SEU CARÁTER. Alguém como ele precisa passar por uma grande dificuldade para quebrar seu orgulho, pois as pessoas são diferentes.
Dificuldades na infância podem traumatizar ou ensinar. Já as dificuldades já quando a pessoa é adulta traumatizam menos do que ensinam. Portanto, as dificuldades, no momento certo, aumentam o Domínio Próprio, contribuindo para que a pessoa tenha facilidade para Obedecer Ordens.
Liberdade, Legalização e Domínio Próprio
Por um acaso poderíamos chamar de LIVRE um indivíduo que pode recusar a fazer qualquer coisa que se lhe manda fazer ? Antes conhecemos este tipo como desobediente ou preguiçoso. O Domínio Próprio possibilita ao indivíduo obedecer às leis, pois tem a capacidade de se submeter às ordens, regulamentos, leis e congêneres.
Mas a excessiva Legalização pretende substituir o Domínio Próprio por uma obediência forçada. O Domínio próprio, em relação aos aspectos sociais (e não criminais), não deve ser cultivado na lei, e sim numa formação proveniente da existência de valores individuais e nacionais. Existem "modus vivendi" culturais que absolutamente não tem que estar descritos e regulamentados em códigos de leis, pois desta forma estaríamos definido a cultura do povo em leis, e isto já existe no seio da Nação formada.
Se um grupo almeja a legalização de algo que SÓ ESTE GRUPO COMPREENDE, não estaremos criando uma Lei para a Maioria, princípio da Democracia, e sim agindo como Ditador. Que esta Lei valha apenas para aquele grupo, que ele forme uma Nação separada, ou adote costumes culturais próprios, coisa que não se coloca em lei, como já explicado. Ditadura também é tornar as exceções em regra, o que é um absurdo já em sua lógica visceral. É como o caso da fábula do Lobo que perde o rabo e pretendia que todos os membros do grupo cortassem aquele "membro inútil" por vontade própria.
Ao Domínio Próprio não se pode pedir que aceite um uso cultural totalmente fora da lógica de seus próprios usos, fazendo este outro uso CONSTAR DA LEI. A Lei de um país pode até mencionar coisas gerais como TOLERÂNCIA, mas não OBRIGAÇÃO em termos culturais.
Lei e escravidão
"Onde tudo é legalizado, o indivíduo se torna um escravo".
A um número pequeno de leis podemos chamar Princípios. Uma tribo vive de princípios, pois tendo tradições que vem de longa data, ninguém se sente inclinado a registrar em escrita aquilo que é plenamente conhecido por todos.
Quando as leis são muitas, os indivíduos precisam de uma memória prodigiosa, e de muita RAZÃO. E Razão e memória em excesso só serve para confundir e atrapalhar. Multiplicam-se as situações, as exceções e as numerosas e perigosas interpretações. O indivíduo se torna um escravo da constante consulta às leis escritas, e só os versados e estudiosos conseguem atingir um nível de análise da situação e seu encaixe às leis.
Os mandamentos da Bíblia
Devido à esta complexidade, no Evangelho de Mateus Jesus dá um exemplo de Princípios básicos da Lei de Deus. Perguntado a Jesus:
Mestre, qual é o grande mandamento na lei?
Eis que Ele respondeu:
E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento.
Este é o primeiro e grande mandamento.
E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.
Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.
Mateus 22:36-40
Este é um exemplo de princípio. A Bíblia contém numerosos mandamentos e estatutos, mas Jesus resumiu tudo em dois princípios básicos. Por exemplo, "não matarás", "não roubarás" e "não cometerás falso testemunho" remetem para "amar ao próximo como a ti mesmo".
Voltando à Legalização
Examinando a legislação brasileira, cujo kit básico é a Constituição, Código Civil, Código Penal, Código de
Processo Civil e Código de Processo Penal, temos um manancial de leis e regulamentações de difícil domínio, sem princípios muito resumíveis a menos de uma dezena. Se colocarmos toda nova tendência social ou costume neste kit básico, estaremos abrindo portões largos para interpretações oportunistas e as execuções da lei serão impraticáveis, devido às infinitas análises e interpretações possíveis, e teremos o caos social.
Um povo em estado de direito deve procurar compor suas leis e restringi-las, a um pequeno universo tangível de princípios fáceis de se perceber , compreender e APLICAR. As leis devem ter uma parte prática.
Conclusão
A fraca constituição deste quadrilátero no ser interno do brasileiro o fez se desviar mais facilmente da conduta adequada para a construção da Nação Brasileira.
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