segunda-feira, 25 de abril de 2016

Onde reside a alma em nosso corpo

Todas as pessoas deveriam ir a um velório anualmente. Este é o acontecimento ideal para se questionar a vida.

Um paradoxo?

Ora, eu os envio à MORTE para que saibam o significado da VIDA !
Uma das formas de se apreciar uma ideia, é recorrer à sua antítese. Daí esta nossa forma de discutir a Alma, a luz da Vida.
Os não espirituais dizem: "Quando a pessoa morre, acabou".
Como toda investigação científica tem um método, e usa fatos corriqueiros da vida, propomos a seguinte cena:

"Duas pessoas de mesma idade e do mesmo sexo estão na posição deitada. Uma está viva e dorme em uma cama. A outra está morta em um caixão."

A pessoa que dorme tem uma "energia" (chamaremos assim), que possibilita seu despertamento, através de uma cutucada. A pessoa morta pode ser cutucada à vontade, pois qualquer que seja o número de tentativas, jamais vai acordar.

Inspecionadas as duas criaturas, seu estado parece ser o mesmo. No entanto, a morta, que tem toda a constituição física da viva (inclusive um dia foi também viva), não tem mais a "fonte de energia", chama de ALMA, para acordar por meio de um "cutucão".

O parâmetro da morte

Arranjamos este cenário das duas pessoas de mesma idade, para mostrar que não é este o parâmetro para o fim da vida. Nem o sexo das pessoas. Existe um limite para a idade das pessoas, algo em torno dos 120 anos. Mas tem bebes que não sobrevivem. Idade não determina a morte.

Genética, então, determinaria a morte ? Não, pois a experiência com gêmeos mostrou que, mesmo que sigam estilos de vida parecidos, podem morrer em idades diversas, e de causas diversas. Um pode desenvolver câncer, e o outro não, mesmo com estilos de vidas parecidos.

A medicina não conseguiu encontrar nem sombra do parâmetro para prever a morte de uma pessoa, tanto que alguns desenganados podem viver mais 20 anos, para espanto dos médicos.

Então, onde está a ciência, que com todos os seus axiomas, métodos e procedimentos, não consegue dar um parâmetro para a vida, e nem tampouco identificar, dentro do corpo, o órgão que fornece a energia para o corpo funcionar. Onde está a "pilha", a "bateria" que dá vida a uma pessoa ?

A energia da Vida

Sendo o corpo uma máquina, e estando a ciência tão acostumada a estudar tais dispositivos, como podemos aceitar que a medicina não tenha identificado a fonte de energia do corpo ?

Vejam como o caso é complexo. O bebê nasce, e seu desenvolvimento está todo explicado nos livros de Embriologia (e assim como ali está descrito, ocorre). Mas começou a viver, o seu momento da morte, momento em que esta "energia" vai acabar, é completamente imprevisível.

As companhias de seguro contém uma série de parâmetros para estimar o tempo de vida de uma pessoa, mas para uma parcela delas o cálculo se revela completamente falho.

Perguntamos novamente:

"Onde reside a bateria que mantém a vida humana ?"

ou

"onde reside a alma da pessoa ?"

A impossibilidade de dar respostas a estas perguntas demonstra que existe a tal "energia", a que chamamos ALMA, cujos parâmetros são os mais aleatórios possíveis.

Conclusão

Existe um terreno, a que chamamos espiritual, que fornece os parâmetros e a energia necessária para que o ser humano viva. Esta fonte de energia não pode estar no corpo humano, pois se estivesse, através de estatísticas (o que é científico) poderíamos prever a morte de uma pessoa, da forma natural, deixando de lado os acidentes.


sábado, 9 de abril de 2016

John Locke e o entendimento da Bíblia

Formação Filosófica do Brasileiro

É risível, digna de dó e inócua ou inexistente a formação filosófica do brasileiro, e pior, mesmo os que pertencem às camadas abastadas da população.
A maior parte dos conhecimentos de filosofia vem da disciplina História, no ensino médio. Mas sendo considerado assunto aborrecido, ou mesmo dispensável, estes conhecimentos são imediatamente esquecidos após o vestibular. Os únicos estudantes que guardam em sua memória tais conhecimentos são justamente os de filosofia.

Auto-ajuda como filosofia

Sendo o conhecimento formal de filosofia tão execrado, por ser considerado "aborrecido e dispensável", digere-se aquilo que é mais fácil: conhecimentos de auto-ajuda. Pasmem, mas esta é a espécie de conhecimento de senso-comum que se tornou o substituto enganoso da verdadeira filosofia.
A prova são os números e cifras das vendas de livros de auto-ajuda nos últimos 20 anos. E a sua propagação foi o tradicional boca-a-boca, sempre que um deprimido pedia ao colega, ao vizinho, ao irmão ou talvez ao companheiro de banco no ônibus.

Novelas como fundamento filosófico

Se ficou assustado com o tópico sobre auto-ajuda, ficará em pânico ao constatar que as pretensas lições de vida de novela substituíram o conhecimento filosófico. Querem a prova ? De quantas pessoas você já ouviu a desgastada expressão:

O importante é ser feliz.

Esta foi a expressão que justificou milhares de separações entre casais.

A novela é uma forma extremamente cômoda e aparentemente legalizada de veiculação de conhecimentos. Principalmente se for da Rede Globo. Por estarem na boca de artistas considerados ídolos e pessoas absolutamente idôneas, os conhecimentos fornecidos pelas novelas vem com um aparente Certificado de verdade. Uma pena, uma lástima, mas é isto que acontece.

John Locke

Este filósofo é completamente ignorado. Algumas poucas pessoas em cada milhar de cidadãos conhecem Sócrates e Pitágoras. Mas John Locke, nem pensar. Podem conhecer Karl Marx, Adam Smith, mas Locke não.

E é interessante, ao ler este filósofo, que muitos dos erros de entendimento já estavam explicitados em sua obra, nos anos 1680 e 1690. E hoje, século XXI, assistimos estarrecidos discursos absolutamente desprovidos dos mais básicos requisitos do entendimento comentados por Locke. A escola, a sociedade e a mídia são, inequivocadamente, os culpados por este estado de coisas.

Vejam a recomendação BÁSICA de Locke no trato dos assuntos por parte de nosso entendimento:

"Usar de mais cautela, quando nos envolvermos com certas coisas que excedem a nossa compreensão, parar quando o assunto é muito extenso para as nossas forças e permanecer em silenciosa ignorância acerca destas coisas cujo exame revela estarem fora do alcance de nossas capacidades".

Isto se assemelha, em grau maior no entanto, aos conselhos de nossos pais, que recomendam não falar demais, e mais ouvir do que sair externando opiniões precipitadas. Os orientais também dizem que a palavra é de Prata, mas o silêncio é de Ouro. O russo Ivan Panim diz que o homem deve ser como um sino, só emitindo som quando for tocado. E, para quem não entender, basta citar que os sinos dos mosteiros por vezes precisam de dois monges para conseguir mover o badalo, tal é o seu peso.

No caso bíblico

O que se poderia dizer dos assuntos abordados pela Bíblia ? Ali temos os temas da própria vida, e da ressurreição. Poderiam estes temas ser desenvolvidos com base no senso comum, como se dá no tradicional "papo de buteco" ?

Sobre isto, acrescenta John Locke:

"Se o nosso entendimento for prejudicado pela nossa presunção de um Conhecimento Universal (senso comum) estaremos sendo precipitados, e então entraremos em disputas sobre coisas para as quais nossos Entendimentos NÃO SÃO ADEQUADOS, e das quais não podemos formar em nossas mentes nenhuma percepção clara e distinta".

Sábio conselho. Ignorando este, pessoas precipitadas dizem, sem entender, que milagres são impossíveis. Estão simplesmente se baseando nos princípios físicos descobertos ATÉ AGORA. E por quem descobertos ? Por cientistas humanos. Os mesmos cientistas que acreditavam, até 1943 que o átomo era indivisível. E no dia seguinte, nos internatos de orientação americana no Brasil, as professoras mandaram os alunos substituir a palavra "indivisível" por "divisível".

Se um cientista tem o seu entendimento travado pela descrença em milagres, ele nunca poderá estudar um fato milagroso. É como um carro que tenta se movimentar com o freio de mão acionado. No entanto, os médicos de CTI, quando não tem nada o que fazer em termos de sua ciência primitiva, permitem a entrada de missionários de qualquer religião. E quando o paciente desenganado sai curado, eles ficam com "cara de paisagem", pois não se aconselharam com John Locke.

Um Exemplo extremo

No âmbito da Bíblia, vamos citar um fato ocorrido logo no início dos tempos: o engano da serpente. Os chamados ateus usam este evento para dizer que a Bíblia é um livro onde "cobras falam". Nesta afirmação existe a conversão de serpente, animal para nós desconhecido, para cobra. Pelo que é sugerido na Bíblia, a serpente era completamente distinta da cobra, pois perdeu seus membros. Indubitavelmente a tal serpente tinha membros, pois NÃO ANDAVA SE ARRASTANDO até ter enganado a mulher Eva.

O que citamos denota um dos principais problemas do entendimento: o foco excessivamente centralizado.

O segundo vem na dimensão de tempo. Todo fato tem Tempo e Local. Não temos nenhuma ideia da capacidade de emissão de sons compreensíveis, seja pela tal serpente, seja por qualquer animal. O fato deles não falarem HOJE, não é segurança absoluta que já não tivessem falado NO PASSADO.

Vamos citar o caso das verdades geológicas. Nos dias de HOJE, pelo menos, nunca ouvimos alguém testemunhar o nascimento de uma cadeia de montanhas. No Brasil não existem terremotos. Foi SEMPRE assim ? Portanto, desprezar a dimensão de tempo na análise dos fatos é o que Locke classifica de "presunção do Conhecimento Universal". O fato de algo ser ou acontecer de uma forma HOJE não é prova concreta de que SEMPRE será ou acontecerá do modo que é observado HOJE. Isto é usar o Senso Comum ATUAL para substituir e interpretar os fatos SEMPRE.

Um dia, pelo passar dos tempos, o campo magnético terrestre pode diminuir, e tanto que poderá alcançar valores desprezíveis, modificando os resultados científicos, portanto não podemos falar em SEMPRE nem para o caso da ciência.

Conclusão

Se você não buscar o entendimento com isenção e abertura, sem as ideias do senso comum, será um eterno ignorante.



domingo, 21 de fevereiro de 2016

A História de Jacó - I

Para localizar a geração de Jacó, consulte a Genealogia Bíblica até ele.

Quem já se debruçou sobre a história de Jacó diz que este personagem era um grande enganador (suplantador realmente), principalmente por ter usado de um ardil para tomar de seu irmão, não sem a ajuda de sua mãe Rebeca, a PRIMOGENITURA.

A Primogenitura

A Primogenitura era uma norma, uma Lei, quase uma obsessão, e merece um estudo à parte. Mas era necessária. Em um ambiente tribal, com famílias numerosas, não fosse isto, os filhos homens matariam uns aos outros pelo direito de continuar a liderança tribal. Estabelecida esta norma, estava garantida a sobrevivência de toda a prole masculina.

E como vamos ver na história de Jacó, maior que uma norma ou tradição humana é a vontade de Deus. Vejamos a personalidade do candidato mais provável à Primogenitura, ou seja, Esaú.

Esaú não era um filho tão mais velho que Jacó. É preciso lembrar que ambos eram GÊMEOS. Apenas Jacó saiu um pouco depois, e segundo o dizer hebreu "sua mão agarrava o calcanhar de Esaú". No entanto, para que um não viesse a matar o outro, como já explicado, o que saiu primeiro foi marcado como primogênito.

Isto já se constituía em possibilidade de mudanças, como de fato se deu, que a vida colocaria. É claro que Deus sabia que Jacó seria o sucessor de Isaque. Mas estava dando chance a Esaú de provar que era bom de liderança.

Esaú

De acordo com Gênesis 26:34,

"Era Esaú da idade de 40 anos e tomou por mulher a Iehudit (Judite), filha de Beeri, o Heteu, e à Basmat, filha de Elon, também Heteu; e foram elas rebeldes de espírito para com Isaque e Rebeca [1]."

Não sabemos qual o grau de amadurecimento médio das pessoas, e particularmente dos homens, na época, mas provavelmente era maior que o que observamos hoje em dia, devido ao aspecto família. Com 40 anos, Esaú já estaria suficientemente maduro, mas observem que ele não escolheu UMA, e sim DUAS esposas, e também que ele não procurou mulheres dentre as do povo hebreu, como era a prática naqueles tempos. E estas, conforma as próprias escrituras, amarguraram a vida de Isaque e de Rebeca.

Vejam só, o candidato à sucessão tribal do povo escolhido de Deus toma duas esposas, com o magravante de serem de um povo estranho ao judeu, e como se não bastasse elas ainda desagradaram ao lider vtribal Isaque e sua esposa.

Esaú dava claros sinais de que não era a pessoa recomendadapara continuar os planos de Deus dentro do seio do povo hebreu. Seriam necessárias mais evidências deste fato ? Então vamos falar da ...

Sopa de Lentilhas

Certo dia, Jacó cozinhou um guisado. Estando ele vivendo na tenda, como diz a escritura, como mais um filho apenas, já que o primogênito era Esaú, que exercia a função de caçador no campo, sua mãe Rebeca lhe ensinara a arte da cozinha. E era Jacó o filho preferido de Rebeca, por ser, provavelmente, mais dócil e companheiro que Esaú.

E neste dia, Esaú chegou faminto do campo, e por brincadeira ou pelo ardente desejo de comer, deu a Jacó o seu direito de primogenitura em troca do cozido de lentilhas. Um homem sério, um hebreu de honra, nunca brincaria com um direito tão importante na vida das tribos, como era o de Primogenitura.

Esta é mais uma prova do despreparo de Esaú para ser o líder de um povo tão controverso na história Universal. Se acusam este povo de ser protagonista de matanças entre os povos de Canaã, conforme a ordem de Deus, não tem a mínima ideia da gravidade dos massacres que o povo de Esaú, os edomitas, levariam a termo. Provavelmente não tomariam as mulheres para si, como fizeram os hebreus, mas teriam exterminados estas por completo, junto com os homens e com as crianças.

Conclusão

Nesta primeira parte tentamos dar um quadro resumo do contexto do início da vida de Jacó.




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[1] Algumas traduções dizem "amarguraram"

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Não matarás - O Quinto Mandamento

Na poluída Internet, particularmente aquela parte dominada pelo Amadorismo, Mediocridade, Imediatismo e Ignorância, vê-se o questionamento oriundo do despeito dos homens pelo Eterno Livro, A Bíblia. E este compêndio de verdades, primeiramente pertencente ao povo judeu (o certo seria hebreu), foi tomado depois como modelo para a verdade no âmbito Universal. E para isto, determinadas coisas tem que ser bem compreendidas.

Análise do Contexto


Se estas verdades ou direções para a vida humana fossem dadas hoje a um povo, talvez os escolhidos fossem os americanos ou canadenses, exemplos de povos mais evoluídos na vida citadina. Que povo seria mais justo, hoje em dia ?

Mas no contexto de uns 6000 anos atrás, estas direções ou verdades, ou leis e mandamentos, foram sendo construídos no seio de um povo simples de pastores, que tinham dentro de si a genuína alegria da vida. Talvez por sua humildade, lhes foi dado conhecer estas leis, e não aos belicosos Assírios, ou aos orgulhosos Sumérios.

Leis e Tradições

As Leis e Tradições se perpetuam no seio de povos com caráter, que dão valor ao que realmente interessa, ou seja, verdades espirituais, e não aos valores mundanos. A prova é a que realmente existe, a saber, um punhado de judeus aos quais nem Assírios (por decreto), nem Romanos (por Nero e Calígula), nem os Nazistas (pelo degenerado Hitler) conseguiram dar fim.

E entre as Leis nenhuma se perpetuou e foi tão criticada e feita objeto de chacota, como o Decálogo, os Dez Mandamentos do Gênesis bíblico.

O Decálogo

E a este povo teimoso foi dado o Decálogo, dez mandamentos de ouro puro, como fundamento de todos os outros mandamentos. Mas se foi dado primeiro a este povo, tratava-se, primeiramente, de uma LEI TRIBAL, e o resto do mundo não sabia de sua existência, e nem era obrigado. E mesmo tendo conhecimento de que o povo hebreu a praticava (pois faziam destas leis ação), não era obrigado a obedecê-la. Era uma lei dos hebreus.

O Decálogo foi dado, em princípio, ao povo judeu, e isto é incontestável.

Como se usa uma Lei

O Brasileiro tem pouca consciência do que seja o Espírito das Leis, assunto abordado pelo esquecido autor Montesquieu, em obra que leva exatamente este nome. A leitura de tal obra pelos cidadãos de nosso país se tornou algo que nem se sonha. Cada um, neste país, dentro de sua cabeça. tem sua própria lei, e vive "quebrando a cara" por causa disto, tendo que recorrer a um advogado.

Nossa pátria tem uma Constituição Federal, e dois Códigos de Leis, o Civil e o Penal. Qual cidadão que, de livre e espontânea vontade, se dá ao trabalho de folheá-los A elite jurídica, os advogados e uns pouquíssimos interessados fez isto, pois a leitura não é um hábito de nosso povo, infelizmente.

A Constituição é difícil de ler ? De forma nenhuma. Ali se encontra assunto já abordado repetidas vezes na imprensa. Coisas como 3 poderes independentes, direitos e garantias individuais, contratos, condomínio, coisas com as quais lidamos todos os dias. Nosso povo não se interessa pelas leis, e faz piada delas, porque prefere fazer as suas próprias, e não tem a mínima consciência e respeito pelas autoridades, algo que se comprova pelo desrespeito aos nossos policiais. Nossos conterrâneos gostam de viver à vontade, e como bem entende.

E vamos então explicar como se faz uso das leis. As Leis que constam de nossa Constituição da República, por exemplo, vem descritas de forma hierarquica, dos Princípios Gerais até as Especifidades. Dos três poderes, até chegar nas leis mais próximas à realidade do cidadão. Para quem nunca tomou conhecimento destas coisas, o Legislativo faz as Leis, o Judiciário as interpreta e aplica, e o Executivo gerenmcia o aparelho estatal para que elas possam ser a essência da vida do cidadão.

Portanto, se o cidadão não reconhece os três Poderes da República, não tem condições de entender as Leis, Direitos e Deveres, incorrendo em contravenções e crimes, tendo sua liberdade confiscada, MESMO NÃO RECONHECENDO AS LEIS, pois num estado de direito, isto não é facultado ao cidadão. Em outras palavras, VOCÊ PODE NÃO RECONHECER AS LEIS, MAS VAI PRESO ASSIM MESMO.

Da mesma forma que o cidadão que o cidadão que não obedece às leis de seu país é condenado, assim também acontecerá com o ser humano que não reconhece as leis de Deus. É algo perfeitamente coerente: ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU, ou seja, como acontece em uma República terrena, acontece no Reino dos Céus.

Desta forma, já podemos explicar que

O Decálogo Bíblico é uma Lei Integrada

Dissemos que para compreender a Constituição, é preciso aceitar e respeitar a existência dos três poderes da República. Um deles é o Poder Executivo. No topo da hierarquia deste poder está o Presidente. Se você diz que respeita a Constituição mas não respeita o presidente, você revela sua ignorância, pois ele é a autoridade constituída máxima do regime Presidencialista, fora o fato de que ele é eleito pelo povo.

E falando dos Dez Mandamentos, temos que lembrar do que diz o primeiro e mais importante deles:

"Amarás ao Senhor seu Deus acima de todas as coisas"

Se uma pessoa não aceita a existência de Deus, como pode querer aceitar e respeitar todos os outros ? Muitos dizem que não crêem em Deus, mas não roubam, não matam, não cobiçam a mulher do próximo, etc. Deixar de cometer estes atos por medo da justiça dos homens, de ficar preso, ou de perder os bens é fácil. Mas deixar de cometer estes pecados por amor a Deus é bem diferente, bem mais elevado do que medos comuns do dia a dia.

O Decálogo é uma Lei completa e integrada e, assim como a Constituição, deve ser obedecido do início ao fim. Este é o Espírtito de um verdadeiro código de leis, pois elas se apoiam umas nas outras.

A Constituição

Em seu artigo primeiro, a Constituição apresenta os seus 5 princípios fundamentais:

  • Soberania;
  • Cidadania;
  • Dignidade da Pessoa;
  • Valores do Trabalho e Livre Iniciativa;
  • Pluralismo Político;

Se o indivíduo, que pretende ser um cidadão, aceita quatro deles e não concorda com a dignidade de pessoas de cor da pele negra, por exemplo, não será capaz de aplicar a Constituição Federal ao seu uso diário. E, provavelmente, será preso por agressão a esta parte dos cidadãos compreendida pelos negros. Pode também ser preso por homicídio a um destes citados.

Em resumo, se você desrespeita um princípio de um conjunto de leis, está desrespeitando toda esta lei. Esta compreensão vem somente de uma maturidade muito elevada do ser humano.

A Integridade aplicada ao Decálogo

Se alguém diz que ama ao seu próximo (segundo mandamento) mas não reconhece a Existência de Deus, tal pessoa é mentirosa, pois o Espírito dos 10 mandamentos repousa sobre o Primeiro Mandamento, como acontece em relação ao que foi falado sobre o artigo primeiro da Constituição.

Amar ao próximo sem crer na existência de Deus é ter apenas um interesse no que o outro pode fazer por você quando estiver precisando deste outro. Puro interesse, ou política como diriam outros. Não matar por temor a Deus é uma coisa. Não fazer isto por medo de ser preso toda e qualquer pessoa com um mínimo de medo já faz. Da mesma forma, não roubar com medo de ser preso as pessoas de bom senso já fazem. Mas não fazer por temor a Deus é coisa muito mais elevada.

Não se deixa de roubar ou matar por que parecem comportamentos justos. O certo é fazê-los por Amor ao Próximo.

O Decálogo veio de Deus, comprovado pelo Prijmeiro Mandamento, portantop obedecer às Leis ditadas por Ele, e dizer que Ele mesmo não existe é uma idiotice sem tamanho.

Dez Mandamentos tribais 

Portanto, para aqueles primeiros judeus (o certo é dizer hebreus) os Dez Mandamentos pertenciam a uma Lei tribal. E mais, tal lei tinha sido exarada de um autor a quem chamavam de Deus (Elohim). Se tais mandamentos tivessem sido inventados por alguém de nome Moisés, o primeiro mandamento seria "Amarás a Moisés acima de todas as coisas". A vaidade humana, principalmente em se tratando de uma tribo, levaria seu autor a se vangloriar como líder pelo seu próprio valor, como fizeram os faraós do Egito. Os Faraós diziam ser a encarnação do próprio Hórus.

Mas os hebreus matavam, apesar do mandamento ?

É a pergunta mais idiota de quem não entende que os Dez Mandamentos foi primeiro uma lei tribal. Se os outros povos não acreditavam no Deus dos hebreus, como iriam crer e exercitar os Dez Mandamentos ? Como iriam ver nos hebreus os seus próximos, e assimn deixar de oprimí-los ? Então, os hebreus respeitariam o "não matarás" em relação a povos que não estavam nem ai para uma Lei Tribal muito bem feita, e se deixariam destruir. Não é isto que os pobres ignorantes querem ?

Como Lei Tribal, seus preceitos só valiam para os membros da tribo. Inimigos só começavam a ser tidos como próximos quando aceitavam a circuncisão e começavam a cumprir as leis dos hebreus. Não havia ONU para sancionar os Dez Mandamentos como Lei Universal.

O que acontece, hoje, aos que não respeitam as autoridades ? O que acontece com aqueles que jogam pedras, lixeiras e coqueteis Molotov na Polícia ? Quando as quadrilhas entram em conflito a bala coim policiais,qual é o resultado esperado ? Por um acaso nascem flores no asfalto ? Por um acaso eles se abraçam e trocam beijos ? Não. Ocorrem as mortes. O "não matarás", para gente que não respeita as autoridades se transforma em "certamente morrerás".

Mas se os povos passavam a fazer parte do povo hebreu, aceitando o seu Deus, ai sim poderiam usufruir, em todas as direções, do mandamento "não matarás", pois estariam devidamente instruídos sobre o correto e completo significado deste mandamento e também dos outros, pela crença no Deus que deu esta e outras leis integrafdas, e pelo amor ao próximo, segundo mandamento.

Conclusões

Portanto, que ninguém acuse o povo hebreu de ter matado seus inimigos, apesar do "não matarás", se ao mesmo tempo as pessoas não crerem na existência de Deus, pois sem Ele mandamento nenhum existe. Sem esta crença, a pessoa não está preparada para entender os mandamentos. Podem até cumprir alguns deles por medo da prisão (e em outros países até da morte).

As Leis compõpem um conjunto íntegro e coerente. Se você desobedece uma, desobedece todas, e certamente se tornará réu em um tribunal. Em outras palavras:

NÃO SE ESCOLHE QUAIS LEIS SE VAI OBEDECER

Vamos supor que você diga a si mesmo que não vai matar, mas roubar sim. Um dia, num de seus roubos, o dono da casa vai atirar em você, e você terá que matá-lo. Os Dez Mandamentos são perfeitos.

Portanto, leia e se inteire da Constituição e dos Códigos Civil e Penal.de seu país, pelo menos.

Não seja um "cidadão aleijado", e que faz suas próprias leis, e que acabará sendo preso pelas verdadeiras Leis, as que valem para todos.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Amar ao Próximo como a ti mesmo

A pergunta a Jesus

Um dos doutores da Lei perguntou a Jesus (o intuito dele não nos interessa e sim o ensinamento):

"Qual é o maior mandamento da Lei ?"

Respondeu-lhe Jesus:

"Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas."

O amor ao Próximo é o segundo mandamento, só um pouco menos importante, em sequência de citação, ao que se refere ao amor que é devido a Deus. Portanto, somos levados a crer que ele é por demais importante.

Quem é o próximo ?

Seria o próximo aquele por quem passamos na rua, de quem ignoramos o nome, o endereço e a vida que leva ? Seriam os necessitados de bairros ou cidades distantes ? Seriam eles os "amáveis" ( aqueles que gostam de nós ou de quem gostamos ) ?

O que notamos, na vida das pessoas, é que o Destino, este brincalhão, gosta é de colocar juntas pessoas com visões bem diferentes da vida, e de sua conduta, e estes são os que chamamos de Próximos.

Que vantagem existe em amarmos quem só nos trata bem ?

Então vamos falar do Amor.

O que é o Amor

Sem muitas delongas, Amor é serviço, ação, e não sentimentos ou emoção. Em uma definição prática, é MESMO SEM QUERER, FAZER O QUE É PRECISO. É como o próprio Trabalho. Quando estamos trabalhando, posso não concordar com algo a ser feito, mas faço, porque TEM QUE SER FEITO.

O Destino aproxima estranhos, como um casal, por exemplo, e constrói com ambos uma Família. E também forma os condomínios , como o seu, como o meu e como o de todos os que moram em edificações coletivas.

Imaginem o trabalho que o Destino tem para juntar tanta gente diferente, através da manipulação de suas histórias pessoais, em um único prédio !

A Paz

E finalmente a Paz. Ela é aquela bandeira branca ? É o sossego absoluto e passivo ?

Não. Ela é bem exigente. Ela é o convívio diário com o Próximo. E quem escolhe o seu Próximo é o Destino, como explicamos acima, e não a nossa vontade.

A Paz não é a ausência de problemas, mas sim saber que tem um próximo que vai te ajudar, quando um problema surgir.



segunda-feira, 15 de junho de 2015

Quanta água deveria estar na atmosfera para encher os oceanos no Dilúvio

Por falta de conhecimento de geometria (o brasileiro médiio é realmente fraco em matemática), muitas pessoas argumentam que não haveria água suficiente em uma camada da atmosfera para encher os oceanos.

Partindo da hipótese que ela estaria nas camadas mais superiores de nossa atmosfera, na forma de vapor d'água, vamos expor os cálculos geométricos para ver como esta quantidade de água poderia ser facilmente estocada.

Altura da atmosfera padrão = 20000 m
Volume de água dos oceanos = 1.2 E 9 m cúbicos

A altura da atmosfera é o Raio da esfera maior, e a altura onde começaria a camada de água (r) seria o raio da esfera menor, ptto:

E n = 10 elevado a n

1.2 E 9 = 4Pi/3 (20000^3 - r^3)

r = 19999,76

ou seja, apenas 24 cm de altura teria esta camada de água.

Mas considerando a água na forma de vapor de água a 100 %, e a densidade do ar úmido (15 graus) como 1,225 kg/m cúbico e da água 999,97 kg/m cúbico , o volume seria:

1.2 E 9 / (  1.225 / 999,97  ) = 9,78 E 11

Refazendo os cálculos:

9.78 E 11 = 4Pi/3 (20000^3 - r^3)

r = 19803, 50

ou seja, apenas 196,5 m de camada de ar úmido a partir do topo da atmosfera para conter toda a água q temos hj nos oceanos.

Portanto, não existe nada de contraditório em termos de volume de água prá provocar uma hecatombe hídrica em nosso planeta. A terra é uma esfera tão volumosa, q basta mesmo uma "casquinha" prá dar um grande volume de água.

Tudo calculado, tudo científico.

Podem refazer os cálculos (deixo por sua conta) com os 85 % desejado (0,85 * 1.225) ou com a umidade crítica de 50 %.

Verão q a altura necessária de umidade nunca excede a capacidade em altura da atmosfera q a terra dispõe.

Conclusão

Vejam que os argumentos de quem diz que este volume de água é de uma magnitude tal que as palavras da Bíblia seriam de pouco crédito devem ser classificados de simples ignorância aritmética.

Povo, Clã, Tribo e Nação

O instinto de sobrevivência

Não está sob nosso dominio o controle dos números demográficos. E entre os instintos humanos o do sexo por vezes ultrapassa o da sobrevivência, haja visto os casos de violação da pudícia feminina. O resultado é o crescimento inexorável da população, com consequente escassez dos recursos naturais.

Clã

Se uma família cresce, sob um nome de patriarca, é chamada Clã. Seus agregados por adoção e seus escravos não são da família, mas o são do clã. Os filhos dos filhos formam novas famílias. Se alguém entre eles forma um centro de influência, pelo seu volume de bens ou pela sua atuação guerreira, forma um novo clã, debaixo do nome deste elemento destacado.

E surgem vários clãs, pois o germe da multiplicação, se é animal, tanto mais humano, já que existem interesses em fortalecer o clã.

Tribo

Quando os inimigos apontam no horizonte, o que fazer ? “A união faz a força” é um ditado tão antigo quanto verdadeiro, mas digo mais: é fundamental para a sobrevivência e prosperidade. Os clãs se unem, e surge uma tribo que terá neste evento crítico a amálgama eficiente e duradoura.

Se o povo é só uma questão de número, a tribo é uma questão mais objetiva e organizada. Mas se resultante a esta união, as lembranças destes momentos de crise produzirem festas periódicas de comemoração da vitória ou da celebração de uma lei única, surge algo mais sério, que supera número, que supera eficiência e que supera união: os costumes, as tradições.

Nação

Unindo um povo através de uma lei, de costumes e tradições, temos como produto resultante a Nação. E se esta perdurar pelos tempos, com todas as dificuldades e transições políticas internas e externas, ela será lembrada, temida e invejada.

Vamos falar dos hebreus

Então o mundo pergunta:

“Por que sendo  o hebreu um povo tão  evoluído,  se deixou suplantar por povos muito anteriores à eles e,  mesmo, contemporâneos deles?”

Explorando esta pergunta, poderíamos discutir o mérito perguntando:

“Os hebreus se deixaram suplantar ?”

Da mesma forma poderíamos perguntar:

"Como os Romanos se deixaram dominar ?"

Os historiadores perguntam, assim como os professores de história aos seus alunos:

“Onde estão os Sumérios, os Assírios, os Persas, os Medas, os Gregos e os Romanos ?”

E o que domina os alunos é uma grande interrogação. O livro de História à sua frente canta odes e homenagens a estes povos como evoluídos tecnicamente, como prósperos, como água que se espalhou pela terra e que afogou povos em seu caminho.

Os sumérios, povo que se cogita ter tido conhecimento astronômico de cada planeta do sistema solar antes que houvesse sequer uma lente polida de vidro para se fazer um telescópio, onde está ? Está perpetuado nos livros de História e nas estatuetas pelos museus do mundo. E os poderosos Assírios ? A mesma coisa, apenas com uma mão de Saddam Hussein que lhes reconstruiu alguns portais. E gregos ? Bem, posso dizer que nós somos gregos até mais do que aqueles primeiros povos dos balcãs, só que os citadinos se perderam nos constantes conflitos nacionalistas, para se odiarem à menor dessemelhança que se apresente em suas línguas e costumes.

Lembremos então dos poderosos e legendários romanos, cujas legiões matavam mais do que tratores de ferro, e cuja cultura latina permeou toda a Europa. Estão reduzidos a alguns italianos e sua cultura é a corruptela católica de um politeísmo sem sentido. Todos os seus costumes de outrora se transformaram em um binômio: o Euro e o individualismo. Onde há individualismo, não existem costumes, e sim uma emulação de comportamento coletivo.

Os teimosos hebreus

Com a lupa da história vemos, a princípio um povo, que não se misturou com os outros, que não perdeu suas leis, que não perdeu suas tradições. Tão teimoso é este povo que cada conquistador teve que suportá-lo viver em seu próprio espaço, com suas próprias leis, porque este não se dobrava à cultura e ao mando do opressor. Hebreus. Povo difícil de manobrar, adorador de um deus único (que coisa sem graça para aqueles tempos) e, para piorar, de um deus invisível mais celebrado do que aqueles em que se conseguia tocar.

Este povo que se abroga ter o registro de seu nascimento e vida desde tempos imemoriais, e que por  esta e por outras razões atrai o ódio das nações, que não podem precisar com exatidão de onde vieram ou como se deu sua trajetória na história. Um povo cuja história é misturada com a de seu deus, sob cujo o cetro foram tomadas as decisões em momentos cruciais.

Será que se os Romanos tivessem se isolado cultural e geograficamente, teriam garantido a sobrevivência de seu império ?

Até o que se dizia milenar e poderoso império germânico, o III Reich, com toda a sua perversidade não conseguiu acabar com o povo hebreu. E hoje ainda se esconde por detrás de muitas famílias que trocaram seus nomes para não morrer nos aparelhos de tortura da inquisição.

E estes alemães, de que falamos, mesmo com o seu aparato militar volumoso, porque amargaram a derrota por duas vezes, nas guerras mundiais ?

Estado

Os Israelitas, sob o manto das doze tribos, pediram ao seu profeta Samuel que ungisse um Rei sobre eles. Desta forma, constituíram-se em um Estado, conservando a divisão em tribos. Este modelo, aperentemente mais organizado, foi a raiz de sua dispersão. Uma nação é mais forte, pois que está amalgamada pela Cultura e Religião, do que um Estado, unido apenas por uma constituição legal comum, em um território onde qualquer pessoa, oriunda de qualquer nação e qualquer cultura, pode entrar.

A prova disto foi a inevitável dissolução de todos os impérios. Tomando o exemplo romano, enquanto o Império Romano tinha consciência de seus valores oriundos da época de Rômulo e Remo, foi sempre vitorioso. Quando começou a misturar sua cultura com a dos bárbaros, perdeu sua identidade e entrou em decadência.

A cultura e a religião

Pelo tanto que se fala mal da religião, ela deveria mostrar seu caráter destruidor dentro de uma nação que a escolhe como base de seu governo. Mas tal não ocorreui com o exemplo dos hebreus, depois judeus. Foi a religião monoteísta que manteve os hebreus juntos, até os judeus de hoje, único povo que tem sua história registrada desde o início na Bíblia, para ódio de ateus e de anti-semitas.

Monoteísmo

Do judaísmo, cultural e religioso, saiu o Cristianismo e a Religião Muçulmana, sob a égide do Monoteísmo, único tipo de Religião não sensorial e polimórfica, desligando definitivamente o homem da relação biunívoca entre fenômeno e deus provedor e controlador deste fenômeno.

Povo hebreu, nação vitoriosa e eterna.

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Opinião do prof. Ruy B. Barbosa veiculada sob este pseudônimo no Youtube (ID=116583002871419115352)