sábado, 19 de janeiro de 2013

Nietzsche, o impostor - Parte I

Nos anos 70 se lia muita filosofia, aliás, se lia muito, pois não havia celular para os jovens ficarem perdendo seu tempo e emburrecendo a si mesmos.

A filosofia era a porta para um mundo que os jovens buscavam significado para a existência. Hoje não mais se procura significado. As pessoas partem logo para aproveitar a vida e pronto: "carpe diem". O crédito está farto. Todo mundo pode ter televisão, carro, computador e celular. E por causa desta ausência de embasamento filosófico, é que as faculdades estão "despejando" no mercado uma legião de medíocres.

Nietzsche

Um destes filósofos foi o alemão Friedrich Wilhelm Nietzsche, o inspirador, por sua vontade ou não, do Nazismo.

E por que estamos falando dele ?

Nietzsche escreveu um "desastre" a que chamam de livro, de 230 páginas, chamado "Além do Bem e do Mal". Neste livro ele vai desde instinto do ser humano até o abismo que cita na poesia que reside no Epílogo do mesmo.

E são principalmente as idéias deste livro que são usadas para negar Deus.

Não é de se surpreender que ele tenha ficado louco na década de 1880, e vejam só, encarnando alternativamente as personalidades de Jesus Cristo e Dionísio. Vejam só, parece que como castigo pela sua descrença e ateísmo, sua loucura o levou a assumir a personalidade, entre outras, de Jesus Cristo, a quem ferrenhamente lutou para descrer, o filho de Deus, este último alvo de seu ódio. Não é curioso ?

Como ele se coloca

Logo no início do livro, no capítulo de nome pretensioso "Os Preconceitos dos Filósofos" (veja só) ele diz:


Ele diz, como filósofo que quer ser, que o que sai da cabeça do filósofo é governado por seus instintos, e que os valores do ser dependem de exigências fisiológicas. Então ele cita a existência de uma "Verdade". Guardem bem isto.

E então os instintos (juízes) são classificados de "Tolice" necessária.

Linhas a seguir (não reproduzimos porque se encontram numa quebra de página) ele diz:

"que o homem não pode viver sem as ficções da lógica", e mais abaixo:


Ou seja, ele reconhece que mesmo estes juízos (os instintos) sendo falsos, a eles não podemos renunciar, pois com isto estaríamos renunciando à vida. E mais a frente ele quer estabelecer uma filosofia "além do bem e do mal". Seria esta a filosofia NEUTRA ?

O poeta louco

Este alemão é realmente chamado de poeta louco. A vida é um jogo, o que prova o modo de falar dos japoneses. No Japão não se diz "fulano morreu", eles dizem "fulano brincou de morrer". Aqui em baixo tem regras, mesmo que sejam de um grupo social, conceito que está acabando pela globalização acelerada do mundo. As regras estão se unificando e, em breve, não se poderá falar mais em costumes regionais. A Internet está acelerando o processo.

Hoje, quando num país remoto da África, o pai condena a filha à morte, pelo costume de sua tribo, a comunidade internacional se levanta, questionando o porquê daquela ação, e "o tempo fecha".

O que queremos dizer com isto, é que neste JOGO que é a vida na terra, o ser humano tem que aceitar que o seu raciocínio está condicionado ao seu estado de SER HUMANO, aos seus INSTINTOS, e que perante os outros homens, em assuntos humanos, ele tem que usar uma Razão que esteja submetida às duas condições citadas.

Portanto, é impossível ao homem conceber "intrepidamente" como fala Nietzsche, filosofia além do bem e do mal.

Por isto ele é denominado Poeta Louco. Coitado, papel de livro aceita qualquer coisa. Qualquer absurdo escrito é aceito, e muita gente "sem conhecer o livro inteiro" aplaude qualquer curioso, que propõe sandices como estas.

Continuação

No próximo post, vamos expor mais aspectos do livro, desta vez mostrando a arrogância deste alemão.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

A maldição de Noé sobre Cão (Cam)

A versão João Ferreira de Almeida da Bíblia, fruto da mente brilhante deste homem, conduzido por Deus, não fornece total sentido a respeito da maldição que Cão recebeu de Noé.

Recapitulando a história

Após o dilúvio, Noé relaxa após um dos maiores estresses que um ser humano pode ter: o estresse de ver que seu mundo ia ser destruído, e não saber o que vinha depois. Seu nome em hebraico sugere mesmo descanso.

Então a arca repousa sobre o Monte Ararat (provavelmente na Turquia). A família e os animais saem dela.

A primeira coisa com que Noé se preocupa após deixar ir os animais é em PLANTAR UMA VINHA. Os comentários rabínicos dizem que os eventos posteriores em sua família se dariam devido a este ato. Ele deveria atentar para outras coisas.

E aqui está uma evidência do local onde certamente a Arca parou de boiar. A Bíblia "não dá ponto sem nó", a vinha é originária da ... ÁSIA. Esta é a primeira prova de que realmente a Arca parou na região que a Bíblia cita.

Nós realmente temos a tendência de enquadrar os patriarcas na categoria de super-homens, coisa que eles não foram. Eles foram como nós, humanos. Noé tinha acabado de passar vários dias em um ambiente fechado, administrando centenas de animais e sua própria família. Não seria justo, com o perdão da expressão "tomar um porre", "entrar na esbórnia alcoólica" ?

É óbvio que a vinha começou a dar seus frutos muito mais tarde. Consulte os livros que tratam do vinho (é uma literatura muito farta devido à tradição do assunto) e confira que uma vinha demora de 2 a 4 anos para dar os frutos, conforme a região ( por região temos a composição temperatura. umidade, insolação média anual, regime de chuvas, etc).

Portanto, sob a perspectiva otimista, Noé colheu seus primeiros frutos de 2 a 4 anos após a Arca ter parado de boiar nas águas do dilúvio. Segundo o livro dos Jubileus (crônica de um hebreu em relação ao Gênesis, da mesma forma que existem os livros de Crônicas I e II para os livros de Reis), a vinha de Noé deu frutos 4 anos depois de plantada.

A embriaguez de Noé

Tendo tomado Noé o vinho, ficou embriagado, pois bebeu até cair, fato comprovado pelo sono. O calor provocado pela bebida em excesso fez com que tirasse as roupas, e pelo seu estado alterado, deitou-se nu. Estava em sua tenda, e o respeito que incutiu nos filhos provavelmente os condicionara a não entrar na tenda do pai sem pedir licença, sem se anunciar.

E quem apareceu em sua tenda? Cão ou Cam. Cam era o filho do meio. Sem era o mais velho, e Jafé o mais novo. Deveria Cam adentrar a tenda sem ser convidado ? Isto revela o caráter de Cam. A maldição posterior comprova seu modo de conduta. Se Noé o amaldiçoou, tinha razões para isto.

Cam vê o pai nu, e ao invés de ele mesmo cobri-lo, chama os dois irmãos, fazendo com que mais gente tome conhecimento do fato. Alguns comentários acrescentam que Cam riu-se da situação do pai e foi contar aos irmãos. Se aquilo o envergonhava, que cobrisse o pai e fosse embora. Os filhos então cobrem Noé. Cam já tinha o espírito escarnecedor e gozador. Em uma família com três filhos, tinha que ter um "espírito de porco".

A maldição

Primeiramente, para Noé se irar com Cam, é porque já estava predisposto a lhe chamar a atenção. No ato de Cam havia uma inspiração provável de ser o líder da família. Estava mostrando que talvez o pai, já velho, estava também senil e se tornara indigno de chefiar a família. Um pai que tomava uma bebedeira e depois se deitava nu ? O que é isso ?

Mas podia havr outra razão para Cam ir até a tenda de Noé. Se era sabido que estava repousando da bebedeira, a que toda a família assistiu, sua privacidade tinhaque ser resguardada. Cam foi até a tenda do pai, porque detectou algo de errado. Seu filho Canaã, cuja natureza perversa já começava a se revelar, adentrara a tenda do Pai, Noé. Cam foi até lá, e provavelmente, se não viu Canaã tentando perpetrar ato libidinoso com um Noé desacordado, deve ter percebido que por lá ele passou. Daí a ira de Noé sobre Canaã, e não sobre Cam.

Mas Noé era líder, que ouvia a voz de Deus, e imediatamente se irou, tomando a autoridade de patriarca. Imediatamente ele parte verbalmente para cima de Cam, amaldiçoando o seu filho Canaan. Noé não amaldiçoou Cam, pois já se apercebera, como homem de Deus, da natureza pervertida de Canaã..

Ao saber da maldição, Cam e seus filhos Cush (cujos povos habitaram a Etiópia) e Mizraim (de quem viriam os primeiros povos do Egito) e Put (povos da Mauritânia) e Canaan (de quem viriam os primeiros povos da hoje conhecida como Palestina) partiu para longe da presença do pai Noé.

Leia também: Como foi construída a Arca de Noé

Conclusão

Portanto, a maldição de Noé JÁ PREVIA QUE OS CANANEUS SERIAM DESALOJADOS DE SUA TERRA, profecia esta realizada quando os israelitas adentraram Canaã após a fuga do Egito. Deus prometeu, Deus cumpriu.

Segundo o livro dos Jubileus, Canaã desrespeitou a partilha da terra ordenada por Noé, indo se estabelecer na região que Deus já aventara reservar para Abraão e sua prole.




segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Pessoas de meio estudo, pessoas de meias verdades

Fenômeno que já se espalhou desde o fim da década de 1990, até os dias de hoje, os discursos e conhecimentos superficiais invadiram todos os terrenos. O principal meio de difusão dos mesmos vem sendo a Internet.

Nos comentários da rede, nas respostas às dúvidas que são colocadas, proliferam as meias verdades. Logo vem um mais capacitado e desmente o anterior. Por que isto está acontecendo ?

Os motivos vem da frouxidão da cobrança de conhecimento. Vamos dar o exemplo do assunto deste Blog, que é a Bíblia. Você já viu como todo mundo quer dar opiniões e até afirmar verdades (só meia) sobre a Bíblia e sobre Deus ? O mesmo ocorre com a política e com o futebol. Todo brasileiro FINGE entender de política, mas não estuda história, e FINGE entender de futebol, sem nunca ter analisado o comportamento de um jogador frente às multidões, frente à competição dentro do time e à política que invadiu este esporte.

Então, para endossar os MEIO CONHECEDORES destes assuntos, o brasileiro criou o ditado:

Futebol, Religião e Política não se discutem

Que beleza. Garantiu-se o direito dos MEIO OPINADORES. Daqui a pouco vão fazer o mesmo em relação à educação, economia, leis, e tudo o mais.

No caso da Bíblia

No assunto que é o objeto deste Blog, alguns requisitos são básicos para se começar a querer discutir a Bíblia:


  • Saber localizar Israel no mapa;
  • Saber a diferença entre hebreu, judeu, israelita e israelense;
  • Saber o que é um Rabi ou Rabino;
  • Responder se Jesus era ou não judeu;
  • Responder se as primeiras famílias tinham somente filhos homens ou se nasciam mulheres também;
  • Conhecer a história dos impérios antigos.


Se você conversar com alguém sobre a Bíblia, e sobre Quem ela prova que existe (Deus), veja se a pessoa com quem está conversando passa por estes primeiros requisitos.

No caso de Economia

Neste assunto que todo mundo dá "pitaco", faça uma simples pergunta a quem está conversando fiado:

Você sabe calcular um percentual ?

Garantimos que 40 % de pessoas formadas em curso superior não sabem fazê-lo. Isto ocorre mais na área de ciências humanas, e estas pessoas recorrem às máquinas de calcular, sem saber que um dez por cento equivale a um décimo.

No caso do trabalho

Este é o caso mais grave. Os empregados tem feito meio serviço, meios relatórios, tem deixado as coisas no MEIO. Resultado, o governo também tem deixado as coisas no MEIO do caminho.

Como distinguir as pessoas de meias verdades

Procure saber se elas levam seus objetivos até o fim, se terminaram os cursos que começaram, se estudaram um tema de que precisaram até o fim. Veja se elas suportam trabalhar por muito tempo, em coisas trabalhosas. A pessoa opina e sugere do jeito que age (mas não o contrário). Vamos explicar. Em reuniões, encontros e debates, a pessoa de MEIAS VERDADES é prolífica em idéias. Mas se alguém lhe delega fazer o que sugeriu, a pessoa escorrega.

Conclusão

Jesus mandou que o homem buscasse o conhecimento por causa disto, devido aos propagadores de meias verdades.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Caim, Abel e a Inveja

A Bíblia é a maior fonte de conhecimento. E quanto à Inveja, ela é insuperável. E por que ?

O primeiro episódio envolvendo a Inveja, envolvendo o ser humano, foi o caso dos dois irmãos, Caim e Abel. Este caso é "puro" em essência, pois Caim não teve influências humanas para deixar tal sentimento brotar em sua mente (a inveja nasce na mente). É claro que o pai do mal teve seu papel, potencializando este sentimento. Quem não crê no diabo, terá que simplesmente considerar a Mente como pai do mal, e no fim dá na mesma, ou seja, houve algo que disparou a Inveja.

Então, em outras palavras, o primeiro caso de Inveja é o mais elucidador pelo fato de não ter muitos fatores do qual depende.

Nos cultos e estudos ouvimos por pelo menos 30 anos que a oferta de Abel foi mais perfeita por ser de um animal, ou porque Abel tinha o coração mais puro do que o de Caim. Mas não se trata só de pureza. Trata-se de ritual.

O faz de conta

Pelo fato de não vermos Deus, precisamos da fé para crer nEle. E a fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus e pelos rituais que praticamos. O ritual não é exatamente o de ir à Igreja, ou de participar da Ceia, ou de se batizar. O verdadeiro ritual é fazer QUALQUER COISA acreditando nos objetivos da coisa que se está fazendo.

Observe as crianças, e lembre-se também de alguns momentos de sua infância. Quando a menina brinca com as bonecas, existe um momento em que os rituais que ela pratica entre as bonecas são tão parecidos com a vida, e ela se envolve tanto, que sua libido atinge o ápice, e ela sente um prazer imenso em estar brincando.

O mesmo acontece com os meninos brincando de tiroteio, seja com réplicas de armas, seja com um simples pedaço de pau. Pode-se vê-los em uma atmosfera de prazer indescritível, a ponto de se ter que chamá-los com gritos, de forma que retornem à realidade.

As crianças são sinceras e puras em seu divertimento, salvo os que possuem traços psicóticos e prejudicam realmente uns aos outros nas brincadeiras.

O Trabalho

O trabalho é um exemplo de "faz de conta" em níveis mais elevados, pois o Trabalho ainda tem um pouco de lúdico, de sonho. Aquele que considera o Trabalho uma bobeira não está querendo participar da brincadeira, tanto mais que é remunerada. É preciso "mergulhar" no trabalho para se atingir os objetivos propostos. Fazer mais ou menos, ou superficialmente pode levar até a desastres (como no caso da Engenharia e Psicologia).

E no caso de Caim

Caim simplesmente percebeu que Abel se "envolveu", foi fundo no "faz de conta" durante o sacrifício. Nada mais que isto. E Caim, mais materialista, mais racional, achou que Abel só fez um "faz de conta" perante Deus, sem saber como ele havia se envolvido no ritual, como uma criança. Percebeu Caim que não era capaz de atingir aquele estado de Envolvimento Espiritual. Isto porque não conhecia a Deus tanto  como o irmão, que compreendia mais a palavra de Deus, por ser um pastor. Jesus se compara ao bom pastor. A convivência com os rebanhos de animais pequenos produz este efeito benéfico da compreensão de Salvado e Salvador.

E concluindo, Caim percebeu que NÃO ALCANÇARIA A FÉ DO IRMÃO, a sua compreensão e sua capacidade de cultuar a Deus. A inveja foi quanto à FÉ de Abel. E devia ter tanta que logo Deus o tomou.

Mais tarde falaremos da inveja no caso dos irmãos de José.

domingo, 25 de novembro de 2012

Genealogia Bíblica até Jacó

Até hoje não achamos um diagrama claro e corretamente feito nos livros ou na Internet. A maior parte deles é muito fragmentado e alguns até chegam a citar que os primeiros anos (antes do dilúvio) estão contados de forma literal (800 ou 900 anos de vida de patriarcas) e que não correspondem à verdade. Isto é fruto da era de revisionismo pela qual estamos passando, e pela falta de visão de em relação ao advento da Biologia Molecular.

Não importa uma coisa ou outra. O diagrama a seguir dá a cronologia e a genealogia da forma como o nosso Livro Sagrado apresenta: a Bíblia. Se alguém apresentar um livro com tanta credibilidade quanto a Bíblia, com dados diferentes, talvez "pensemos em cogitar de pensar" nestas informações:

O Talmud, conjunto de comentários do Torah (Bíblia no hebraico), confirma o ano do dilúvio como sendo 1656 após a criação. Mulheres não são citadas. Como este mundo tem muitos interpretadores faltos de inteligência, vai ter gente falando, daqui a uns tempos, que os patriarcas eram hermafroditas, e eles mesmos geravam filhos. É a lógica parecida com a de quem pergunta:

Mas com quem Caim casou

É demais uma coisa desta. Tem gente que n~çao usa a inteligência que Deus nos deu.



No futuro, em outros estudos, vamos nos referir à esta cronologia.

Observe o estilo dos nomes dos baluartes da doutrina monoteísta bíblica: Adão (por ser o primeiro), Noé, Éber (donde o nome hebreus), Abraão e Jacó. Também constate que o último patriarca cuja vida foi preenchida por numerosos anos (Matusalém) morre exatamente no ano do Dilúvio. O livro dos jubileus narra que Deus disse a Noé para aguardar mais sete dias antes de entrar na arca. Nestes sete dias, Matusalém morreu.

Os intervalos aqui descritos são os intervalos de tempo até o nascimento do primeiro filho destes patriarcas. O tempo de vida está descrito na Bíblia.

Um fato curioso é o número de gerações entre os patriarcas cujo significado bíblico foi relevante. De Adão a Noé foram oito gerações. De Noé a Abraão foram 9 gerações.

domingo, 18 de novembro de 2012

A fé no sistema financeiro

Assistindo ao filme sobre a Crise da Bolsa de Valores em 2008 - "O dia antes do fim" (Margin Call) - pode-se perceber argumentos para explicar a fé em alguma coisa.

Hoje, a coisa em que o ser humano mais crê é o DINHEIRO. Vamos procurar a explicação para isto.

O afeto

A primeira coisa com a qual o ser humano entra em contato ao vir ao mundo é o afeto. Bebês desconhecem o materialismo. O que lhes importa é um ser "quentinho" e o alimento do seio deste que o segura. Eles sentem aconchego no colo de alguém que tem uma voz doce e um cheiro precursor daquele que o alimento vai lhes proporcionar.

O sustento

À medida em que o indivíduo cresce e começa a medir o mundo com a sua razão, inevitavelmente alguém vai lhe comunicar que as coisas com as quais tem que lidar sempre CUSTAM alguma coisa. Sustento, roupas, comida, divertimento e assim por diante.

O valor das coisas

Então vem a noção da escala de valores das coisas. Como na maior parte dos lares, já contaminados pelo materialismo e consumismo, esta ideia é mal passada, o dinheiro vira como uma noção deturpada. As explicações sobre o valor das coisas são pautadas mais no que este valor representa PARA OS OUTROS do que ele representa para o crescimento do indivíduo. Se esta tese estivesse errada, os INVEJOSOS não existiriam, pois não existiriam pessoas que procurassem NOS OUTROS, ou NAS COISAS DOS OUTROS, valores para si.

O dinheiro

E o dinheiro é o valor mais palpável do POTENCIAL DE SE TER e pagar o CUSTO das coisas. O sujeito agora vale pelo que tem e pelo que mostra, ao invés de valer pelo seu modo de ser e de se conduzir. A parte do "pelo que mostra" tem atingido limites acima da estética e do TER. Através das redes sociais as pessoas apresentam verdades (charges, power-points e imagens) que parecem ser delas ou que elas pretendem participar, mas que absolutamente não fazem parte delas.

Nos jornais, a felicidade da sociedade é agora medida pela estabilidade do mercado financeiro, pela cotação da moeda nacional, tanto que é grande a preocupação com a inflação ou deflação. Se alguém diz que PODE HAVER UMA CRISE A VISTA, as pessoas já entram em depressão por antecipação.

Sendo o Sistema Financeiro um deus para algumas pessoas, se algo o ameaça, é o fim para elas. A fé foi deslocada de valores puramente espirituais para valores unicamente financeiros.

A crise de 2008

No filme citado no início deste artigo, é ressaltado que o Sistema Financeiro tem que ser mantido, para que as pessoas confiem nele, ou seja, é construído um muro de credibilidade em torno dele. Banqueiros se uniram em torno do Sistema para mantê-lo, mesmo sendo um Sistema falso, cheio de especuladores, de manipuladores e de boatos. Assim é um falso deus, um construído de mentiras.





domingo, 4 de novembro de 2012

Símbolos - Querer Acreditar - Fé


Em uma tarde em família, estávamos observando nossa cadelinha mordendo o "casaquinho" que demos no inverno deste ano. Ela acabara de sair do cio. É uma cadelinha bassê muito boazinha. Mas neste dia, se alguém tentava tirar o casaquinho dela, ela protestava com rosnados convincentes.

É preciso completar a história citando que o casaquinho estava em meio a roupas para lavar. Dias antes, ela fuçava na pilha de roupa suja, gemendo baixinho. De repente percebemos que era ele que ela procurava, e o demos com um carinho. Ela já estava no cio.

Pois bem, sabe-se que algumas cadelas sofrem de gravidez psicológica. Nossa cadela tomou o casaco não como um filhote, mas como ALGO PARA DEFENDER, PARA SE TOMAR CONTA, OU SEJA, um Símbolo físico.

Os símbolos

Já falamos sobre símbolos e símbolos impróprios. O ser humano, dotado de razão, lógico e com todo o seu potencial e informação, por diversas vezes é pego em uma armadilha de símbolos e é vítima das metáforas mentais. O caso mais comum é o de homens e mulheres que caem nos enganos da paixão, por confundirem mulher ou marido com mãe e pai, respectivamente, ou a professora com a mãe, o professor com o pai, numa gama de possibilidades enorme.

Mais próximo da realidade, tem pessoas que amam as mães, mesmo elas sendo megeras, torturadoras, algozes, madrastas mesmo. Este é o melhor exemplo de Querer Acreditar. A mãe, neste caso, é mais uma PESSOA SÍMBOLO do que uma PESSOA SAPIENS CARNALIS (pessoa racional em carne). Poderíamos chamar as Pessoas Símbolo de Atores. Como não correspondem, em ações, ao Símbolo que carregam consigo em Relação ao Contexto Social, não passam de arroubos de gente mal resolvida. Pessoas deste tipo podem receber a alcunha de Falsos, Fingidos, Duas Caras ou Dissimulados.

A salvação social destas pessoas, para quem os rodeiam é o Querer Acreditar. O filho que tem uma megera como mãe, faz uma "maquiagem", pintando com cores os locais da personalidade deste tipo de pessoa que são brancos ou cinza, de modo que corresponda a aquilo que idealiza CONFORME OS MODELOS DISPONÍVEIS NA SOCIEDADE.

Nossas crenças

Se você pensa ser um Pai, você tem que reforçar isto na sua mente, tendo consciência e exercendo o Modelo Previsto. Na ausência do seu filho, você se sente menos Pai ? Os Símbolos humanos tem um mantenedor, que é a mente, ou se você preferir, a memória. Até Deus em sua palavra falou algumas vezes que "se lembrou". Tem cabimento ? O supremo Criador e Controlador se "lembrou dos hebreus" quando os viu em escravidão no Egito. Pode ?

Claro que pode, pois nós temos que fazê-lo a toda hora. Quem sofre do mal de Alzheimer, que entre outras coisas causa perda progressiva da memória, perde a identidade. Somos construídos a partir dos Símbolos que fabricamos na mente,

A crença em Deus como exemplo

Ora, a expressão mais fidedigna do "Querer Acreditar" é a Crença em Deus, chamada de Fé. Não é preciso gastar muito discurso. Quem crê em Deus o faz com a força do "Querer Acreditar". Estas pessoas crêem mais nEle do que até nas coisas visíveis,

Mas com base na teoria de que o Cérebro é um Simulador, até para vivermos, PRECISAMOS CRER QUE A VIDA É REAL. Sim. Como temos dois estados, de Consciência e de Sono, não podemos afirmar em qual dos dois estamos em um momento com CERTEZA ABSOLUTA.

Levando ao extremo

Você tem que crer que o próximo dia realmente vai acontecer, que o ônibus vai chegar, que sua esposa ou marido vão chegar, que o filho vai chegar da escola, que vão depositar seu salário, que o remédio vai fazer efeito, de que suas pernas vão andar quando seu corpo acordar, que vai haver energia elétrica na hora de ligar um aparelho, etc. Tudo depende de um "Querer acreditar", e estamos falando ANTES da fé em Deus. Você vive neste estado O TEMPO TODO, e não sabe.

Os doentes de síndrome de pânico sabem muito bem o que isto quer dizer. Seu "Querer acreditar" fica afetado ou inexistente até na hora de simplesmente atravessar uma rua. Converse com um deles.